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domingo, 6 de julho de 2014

GTA V Easter Egg ( fantasma da montanha )

Olá pessoal Hoje estarei trazendo um easter egg de um jogo que muitos de vocês conhecem ou já ouviram falar GTA V . Esse esater egg é  da fantasma no  topo do monte de GTA V. Ao chegar La exatamente as  23:00H  o jogador poderá ver um fantasma de uma mulher ao se aproximar  ela ira sumir e na rocha em baixo dela estará escrito “JOKE” . se você pesquisar (Utilizando seu celular no game )Who Killed Leonora johson.com ou quem matou leonora johson na pagina aparecerá  um pedaço de jornal falando um pouco sobre a tragédia.O nome “jock” existe em GTA V e não é  nada mais nada menos que o prefeito “JOCK CRANLEY”  que está tentando se eleger no momento.

Como Fazer:

1° Em uma das missões secundárias de GTA V, você deve acessar pelo navegador de internet do jogo o site www.whokilledleonorajohnson.com/page15. Essa página apresenta uma dica para o Easter Egg em questão.

2°. O local a ser encontrado fica no nordeste do mapa (canto superior direito).


3°. Chegando lá, você encontra algumas pedras perto do “barranco”


4°. Saia do carro ande  até o local indicado na figura abaixo, um pouco à esquerda das pedras. Não chegue muito perto.
Gta V

6°. Espere até, aproximadamente, 23 horas PS: o fantasma aparece apenas nesse horário


7°. Procure trazer um rifle de precisão com mira telescópica (vulgo sniper), pois assim você conseguirá ver a aparição com nitidez sem fazê-la ir embora.


gta 5

PS: atirar nela não surtira nenhum efeito

8°.No local exato onde ela estava parada, é possível ler a mensagem sangrenta que indica o nome do assassino: “Jock”. (como mencionado a cima)


gta v



leia também;
Slender - The Eight Pages
Gta 6 - Rumores

sábado, 5 de julho de 2014

Meu Melhor Amigo (100% ZOADA)



Ele está aqui o bofe escandalo... Eu sei que está me encoxando... Por favor continue... Ao ler esse meu relato historia da carochinha... Avise aos outros fofoque... Ele pode te pegar também ummmm ai em... Por via das duvidas não irei dizer meu nome de verdade que é Gedielson durante esse meu pega trouxa relato... Chame-me apenas de Taiane...

Minha família se mudou para outro bairro depois que deu enchente na minha casa minha mãe foi promovida para trabalhar em boate de strepe outra sede da empresa dela que honestamente eu nunca parei para prestara atenção sobre o que era estava ocupado batendo punheta... Acho que era uma agencia de fossas viagens ou algo assim, mas enfim... Tive o típico problema do garoto novo no bairro aquele que apanha pra cacete.

Não sabia como me relacionar com os outros garotos do bairro porque eu era emo, ficava a maior parte do tempo em casa vendo porno TV e jogando videogame e só saia para ir rodar bolsinha para a escola e da escola para casa, ainda assim mal falava enquanto estava lá...

Um dia o professor mandou que a turma se dividisse em duplas que no final acabou em equipe para realizar um trabalho de sociologia e como a maioria das pessoas lá já tinham seus bofes parceiros dado o fato de que eles já se conheciam e eu sempre ficava no meu canto porque eu tinha medo das meninas o professor me juntou com outro garoto que parecia estar na mesma situação que eu...ai agente se pego

Eu não estava muito certo daquilo dado o fato de que eu sempre fazia os trabalhos escolares sozinhos e em cada 9 de 10 vezes me dava bem neles pagava pro professor... Mas já que a regra era essa decidi cumprir, talvez até conseguisse fazer um novo amigo e fazer com que meus pais parassem de me irritar falando para eu me relacionar com outros o pai dele desconfiava que ele gostasse de entouxar a granola no boga...

Uma coisa que eu notei no garoto (A proposito seu nome era Lion HELP ME LEON!) era que ele quase nunca parava de sorrir era o coringa... Isso somente acontecendo quando a casa dele era mencionada o menino morava na favela, ele nunca queria falar dela... E quando perguntei se podíamos fazer a pesquisa na casa dele ele gritou que “NÃO VOCÊ NAO PODE VER MEUS PORNOS! Q-quero dizer gays... Não vai dar pra bater punheta com você do meu lado... Vamos fazer na sua que dai eu consigo... Por favor eu preciso fazer um anal...” Eu achei a reação estranha, mas concordei gostei da ideia... Ainda mais dado o fato de que eu me sinto mais confortável na minha casa mesmo la tem lubrificante e não doer!...

Nós fizemos sexo anal loucamente nossa pesquisa e depois de completa o que não demorou mais do que algumas horas fomos fazer alguma outra coisa troca-troca... Jogamos videogame, lanchamos, vimos TV e vários filmes no canal For man de comédia juntos e antes de me dar conta ele tinha se
tornado o meu melhor amigo naquela escola e agente se enrabava as vezes... A consequência que isso me trouxe ainda me assombra anus assado...

Um dia quando estávamos voltando juntos da escola e indo para a minha casa eu notei que a porta a minha casa estava escancaradae meu cú tambem e, após entrar eu pude notar que não havia ninguém lá dentro só eu... Nem meus pais nem nada só eu... Achei aquilo muito estranho, mas achei que a empresa tinha chamado os meus pais ou alguma coisa assim...

Como de costume Lion tirou o pinto pra fora e cai de boca alguns DVDs de sua mochila e os colocou no aparelho enquanto eu fui trocar de roupa pra começar a trepaceira... Porque... Por que eu não me dei conta de que eu deveria ter fugido no ato?porque sera né?

Quando voltei pra sala eu vi algo grande que ainda está impresso na minha memoria... Grudado como se tivessem martelado essa memoria para sempre na minha mente... O Lion estava vestido com uma tanguinha fio dental com uma roupa completamente ensanguentada... Uma peixeira afiadíssima e igualmente ensanguentada em suas mãos e... E... O corpo dos meus pais necrofilia... Com os torsos abertos e suas vísceras removidas que fantasia sexual estranha... Agora tendo virado apenas carcaças vazias e sem vida pensei que ainda estivessem vivos... Lion ria enquanto brincava com seu penes a faca, girando ela de um lado para o outro e eu, em pura repulsa e choque ao ver aquela cena gritei QUUEEEE PAU GRANDE LIONNNN!... Uma sensação de dor, tristeza, medo da tora do lion, raiva... Tudo acontecendo tão rápido porque ele tinha ejaculação precoce , meu coração batendo a mil por hora, queria gritar, queria desabar e chorar emo, queria acabar com a raça dele... Mas acabei decidindo pela pior das opções e gritei de pavor cacete muleque seus pais estam mortos e você faz isso?.

Ele ouviu e ele não tinha e visto ainda ok...

Ele se virou na minha direção e sorriu jeff the killer aproved em seu rosto estava uma mascara plagio do eyeless lagrimas de petroleo... Uma mascara feita com bunda de cavalo a pele de várias pessoas costuradas para formar aquilo, na camisa que ele usava estava escrita I <3 GIROBA “Estou com o meu melhor amigo” e com uma seta apontada na minha direção 3D o negocio, ele sorriu e apenas disse, sua voz era doentia e feliz... Como se tivesse orgulhoso daquilo “Olá boyfriend amigo... Sabe... Já nos conhecemos há bastante tempo então eu acho que a gente deveria continuar o sexo anal se unir... Para sempre vamos nos casar... Como eu já fiz com todos os meus outros amigos...” Foi quando ele apontou para a mascara de pele, não precisava ser um gênio para associar que ele já havia matado sabe-se lá quantas pessoas!

Ele então andou na minha direção dançando dubstep, rindo e cantando desejo a todas inimiga vida longa.. “This little light of mine” e apontando aquela grande piroca para min faca na minha direção, eu estava em choque, não conseguia me mexer tava loco por... “Merda!” Eu pensava “FAÇA ALGO SEU viado IMBECIL! ELE VAI TE comer MATAR!” foi quando eu olhei para o chão e vi uma camisinha de morango cobra daquelas de prender na porta para ela não bater com força na parede, eu peguei ela rapidamente e joguei com toda a força contra o rosto de Lion, este levando ela na facebook e caindo no chão, batendo com o penes rosto na televisão e a fazendo cair em cima da cabeça dele. Uma poça de sangue porpurina se formou debaixo da pesada televisão... O sangue dele... Seu corpo se debatia como uma minhoca sem cabeça até que eventualmente parou de se mover.

Respirei aliviado... Ele tinha morrido ou fingido pramin ficar com pena e liberar pra ele... É logico que eu tinha assassinado alguém mas era ele ou o meu... Antes um assassino do que eu certo não no Brasil? Chamei a policia e contei tudo o que tinha acontecido logico eles me deram um cafésinho... Tudo o que ele me disse, eles vieram e me levaram para a delegacia para pegar meu testemunho e fazer curativos no meu anus... Descobriram na casa dele dúzias e dúzias de corpos desmembrados e sem as vísceras, do mesmo jeito que meus pais foram encontrados e vários adolescentes mortos e com seus rostos mutilados e removidos... Quando eu terminei de depor um policial entrou na sala de interrogação, virou na minha direção e mostrou a bunda disse o que me fez gelar em puro horror uuiiiiiii... “Não encontramos nenhum corpo debaixo da televisão...”.

Já se passaram quatro anos desde que Lion desapareceu e a Argentina nada de ser campeam... Ainda morro de medo de que ele me ache... Eu estou vivendo sobre proteção policial desde então... Mas eu sei que ele está me observando ata é o Eyes Damn então... Em algum lugar... Eu sei que ele está aqui... Por favor... Deixe-me acordar amanhã...

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NO DIA SEGUINTE... NOTICIÁRIO LOCAL:

O corpo de Taiane foi encontrado morto em sua cama nesta manhã, de acordo com a pericia seu rosto foi horrivelmente estuprado desfigurado e suas vísceras removidas... Ele sofreu vários golpes pika na cara de facas no corpo todo... A pericia também encontrou escrito com o sangue da vitima na parede em cima de sua cama a seguinte frase "FALEI QUE ESSE CÚ SERIA MEU “Meu amigo... Meu melhor amigo... Agora estamos juntos... Para todo o sempre.." porra vei


Creepypasta original



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Se Escondendo do Medo

"Me ajude mamãe. Eles estão debaixo da minha cama!"

Alice se abaixa, e se aproxima de seu filho que está todo encolhido e coberto com os lençóis, deixando apenas aparecer seus olhos azuis e assustados.

"Meu filho, toda noite sempre tem uma história dessas. Um monstro debaixo da cama, ou dentro do armário ou até mesmo na sua caixa de brinquedos. Não há por que ter medo deles!"

"Não tenho medo deles mamãe. Tenho medo do que eles estão se escondendo..."

se escondendo do medo

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Viciados em “selfies” podem ter problemas mentais

você sabia As selfies, aquelas fotos onde a pessoa se “auto-fotografa”, tornaram-se uma das maiores manias dos últimos anos, tendo adeptos em todo o planeta. No início, era uma coisa mais feminina, mas, hoje em dia, é normal vermos tantos homens e mulheres de todas as idades tirando fotos no espelho ou esticando o braço para se fotografar. Contudo, lá no fundo, isso pode revelar um grave problema






Dismorfofobia

Apesar de ser uma doença pouco conhecida, a dismorfofobia, também conhecida como transtorno dismórfico corporal, é muito comum, atingindo um número gigantesco de pessoas, ainda mais nessa época onde a imagem em uma foto tem uma importância gigantesca para a maior partes das pessoas.

Antigamente, as pessoas que sofriam com dismorfofobia não eram tratadas, pois o diagnóstico se tornava difícil. Mas, hoje em dia, na época das fotos, descobrir se uma pessoa sofre com essa doença é fácil, basta ver quantas selfies tira e como ela reclama de todas as fotos.


Segundo um estudo feito no Maudsley NHS Trust and The Priory Hospital, tendo como pesquisador chefe o Doutor em psiquiatria David Veale, dois terços das pessoas que tiram muitas selfies possuem o transtorno dismórfico corporal.

“A preocupação com selfies pode ser um indicador visível de falta de confiança, o que pode fazer uma vítima sofrer com os mais variados problemas”, explicou Pâmela Rutledge, doutora em psicologia.

Existem registros de pessoas que passam horas tirando fotos de si, em busca de uma imagem perfeita. Muita gente deixa de estudar, sair ou fazer diversas outras coisas, apenas para ficar tirando selfies. A busca pela foto perfeita se transforma em um transtorno mental, causador de diversos problemas, que podem levar a depressão e também ao suicídio. Mas no fundo a vítima não está procurando a foto perfeita, mas sim provar para si mesmo que ela é uma pessoa perfeita, o que ninguém é. Por isso o ciclo da loucura se fecha, virando um transtorno compulsivo sem fim, que não tem nada a ver com a selfie em si, mas sim com a falta de confiança em sua própria imagem. 




Então se você tira muitas selfies ou conhece alguém que perde horas com a câmera na mão, talvez não seja só a vontade de ganhar uns “likes” no Facebook, pois essa pessoa pode, de fato, sofrer de uma doença mental grave.

PENPAL - Parte 6 - Amigos - Final



Então galera, enfim chegamos na ultima parte desta serie maravilhosa, espero que tenham gostado, esta é a ultima parte se você não leu as anteriores, leia antes Penpal parte 5, boa leitura!

No primeiro dia de aula do Jardim de Infância, minha mãe tinha decidido me levar de carro ao colégio. Estávamos os dois nervosos e ela quis ficar lá comigo até o momento de entrar na sala de aula. Demorei um pouco pra me arrumar de manha por causo do meu braço que ainda não havia melhorado. O gesso passava um pouco do meu cotovelo, ou seja, tinha que cobrir o braço todo com uma capa de látex quando tomava banho. A capa era feita pra ser bem justa ao redor da abertura pra poder impermeabilizar bem o gesso e impedir que estragasse. Já estava acostumado a vesti-la sozinho. Naquele dia, no entanto, talvez pelo meu nervosismo, não apertei a capa o suficiente e no meio do banho pude sentir a água invadindo o látex, molhando meus dedos. Pulei pra fora e arranquei o escudo de látex na hora, já sentindo que o gesso, antes rígido, estava molenga.
Como não dá pra limpar direito a área entre o seu corpo e o gesso, a pele morta, que normalmente sumiria, fica parada lá. Quando é umedecida por, digamos, suor, acaba liberando um odor, que é, aparentemente, proporcional à quantidade de umidade lá dentro. Assim que comecei a me enxugar, fui atingido em cheio pelo cheiro forte de podridão. Como continuei a esfregar a toalha freneticamente, o gesso começou a se desintegrar. Estava ficando mais e mais estressado – tinha planejado esse primeiro dia de aula tanto quanto era possível pra uma criança . Sentei com a minha mãe pra escolher minha roupa na noite anterior. Passei muito tempo escolhendo uma mochila e estava louco pra mostrar a todo mundo a minha lancheira, com as Tartarugas Ninja na frente.
Acabei tomando o hábito da minha mãe de chamar as outras crianças de amigos, mesmo sem conhecê-las. Mas quanto mais o meu gesso piorava, mas eu temia acabar sem poder chamá-las assim no fim do dia.
Derrotado, chamei minha mãe.
Demorou meia hora pra tirar a água de dentro estragando o gesso o mínimo possível. Pra disfarçar o cheiro, minha mãe cortou lascas de sabonete e jogou-os dentro do gesso, e esfregou o resto do sabonete por fora pra tentar substituir o fedor por algo mais agradável. Quando cheguei ao colégio, os outros alunos já estavam terminando o segundo trabalho do dia e eu fui atirado em um dos grupos. Não explicaram direito o que era pra fazer e, em cinco minutos, tinha feito tanta coisa errada que o resto do grupo reclamou com a professora e perguntou o que eu fazia ali. Eu tinha levado uma canetinha, esperando conseguir umas assinaturas ou algum desenho no meu gesso, além do da minha mãe, e, na hora, me senti um idiota por ter considerado a possibilidade.
Tínhamos a sala de almoço só pra gente, mas como algumas mesas eram proibidas por serem longe, não precisei sentar sozinho. Estava cutucando as pontas estragadas do gesso, encucado, quando uma criança sentou na minha frente.

-Gostei da lancheira – ele disse.



Achei que estivesse fazendo piada comigo, e fiquei irritado. Na minha cabeça, a lancheira era a única coisa que valia a pena naquele dia. Não levantei os olhos, sentindo neles o ardor das lágrimas que queriam cair. Quando finalmente olhei, antes mesmo de conseguir mandá-lo me deixar em paz, vi uma coisa que me fez hesitar: ele tinha a mesma lancheira.

-Gostei da sua também – Ri.

-Acho o Michelangelo o mais legal – Ele disse, imitando nunchakos com a mão.

Estava quase respondendo que o Rafael era meu favorito quando ele derrubou a caixinha de leite no colo.
Tentei segurar a risada, já que não o conhecia ainda, mas a cara que fiz deve ter sido engraçada por ele riu primeiro. De repente, não me senti tão mal quanto ao gesso e pensei que aquele ali nem ia notar o cheiro mesmo. Aí, resolvi tentar a sorte.

-Aí, quer escrever no meu gesso?

Tirei a canetinha e ele perguntou como quebrei. Respondi que tinha caído da árvore mais alta do bairro; acho que impressionei. Assisti enquanto desenhava cuidadosamente seu nome, e perguntei qual era quando terminou.

-Josh. – Disse.

Josh e eu almoçávamos juntos todos os dias e fazíamos trabalhos juntos sempre que dava. Ajudei ele a melhorar a caligrafia e ele levou a culpa quando escrevi “PEIDO” na parede, com um marcador permanente. Cheguei a conhecer outras pessoas, mas acho que sempre soube que Josh era o único amigo de verdade.
Continuar uma amizade fora do colégio quando se tem cinco anos é bem mais difícil do que vocês lembram. No dia dos balões, nos divertimos tanto que perguntei se ele queria ir na minha casa no dia seguinte e brincar. Respondeu que sim e que traria alguns brinquedos; falei que podíamos sair pra explorar e, quem sabe, nadar no lago. Quando cheguei em casa, minha mãe disse que tudo bem ele ir. Minha alegria foi muita, até lembrar que não tinha meios de ligar pra ele. Passei o final de semana todo preocupado, achando que nossa amizade acabaria na segunda.
Quando finalmente nos vimos, fiquei aliviado de saber que ele passou pelo mesmo problema e achou graça. No meio da semana, lembramos de escrever nossos telefones em casa e entregamos os papéis um pro outro na aula. Minha mãe falou com a mãe do Josh e ficou combinado que ela pegaria nós dois na escola na sexta. Fazíamos quase o mesmo toda semana. O fato de morarmos perto só facilitou as coisas pros nossos pais, que pareciam trabalhar o dia todo.
Quando mamãe e eu nos mudamos pro outro lado da cidade, na primeira série, tive certeza que nossa amizade chegaria ao fim. Enquanto nos distanciávamos da casa em que vivêramos a vida toda, senti uma tristeza que não se aplicava só a um lugar – estava dando adeus pro meu melhor amigo. Mas Josh e eu, pra minha surpresa e alegria, continuamos próximos.
Apesar de passarmos a maior parte do tempo separados e de nos vermos só aos finais de semana, continuamos muito parecidos um com o outro ao crescer. Nossas personalidades se encaixavam, nossos sensos de humor se complementavam e acabávamos gostando das mesmas coisas assim, sem combinar. Até mesmo soávamos parecidos o suficiente pro Josh chamar minha mãe fingindo ser eu. A taxa de sucesso era até bem impressionante. Minha mãe brincava dizendo que só sabia quem era quem por causa do cabelo – ele tinha o cabelo louro escuro e liso, enquanto o meu era castanho e cacheado, como ela.
Alguém poderia pensar que o mais provável de separar dois jovens amigos estava fora do controle deles; mas acho que o início de nossa separação gradual foi minha insistência em ir até minha antiga casa procurar Boxes. No fim de semana seguinte a esse episódio, convidei Josh pra ir lá em casa, como sempre, pra manter a tradição, mas ele respondeu que não estava muito a fim. Começamos a nos ver cada vez menos a partir daí. De uma vez por semana, foi pra uma vez ao mês, e aí uma vez a cada dois meses.
Pro meu aniversário de doze anos, minha mãe deu uma festa. Não tinha feito tantos amigos assim desde que me mudei, então foi lá uma festa surpresa, já que ela não tinha ideia de quem chamar. Chamei umas poucas crianças com quem mantinha algum tipo de amizade e liguei pro Josh pra ver se ele queria vir. De primeira, disse que não sabia se podia ir, mas na véspera da festa me ligou de novo e disse que viria. Fiquei muito feliz, não o via há meses.
A festa até que foi legal. Minha maior preocupação era de Josh e os outros não se darem bem, mas até que todo mundo acabou se gostando. Josh estava surpreendentemente quieto. Disse que não trouxe presente e pediu desculpas, mas respondi que estava tudo bem. Tentei manter a conversa com ele várias vezes, mas sempre acabávamos sem assunto. Perguntei o que deu errado entre nós. Eu não entendi por que as coisas estavam tão ruins entre a gente – nunca agimos daquela maneira antes. Costumávamos andar juntos quase todos os fins de semana e nos falávamos no telefone dia sim dia não. Perguntei o que estava acontecendo. Olhou pra mim, depois de encarar os sapatos por um tempo, e simplesmente disse.

-Você foi embora.

Pouco depois disso, minha mãe me gritou da sala e disse que era hora de abrir os presentes. Forcei um sorriso e entrei na sala enquanto todos cantavam parabéns. Havia algumas caixinhas e muitos cartões, já que o resto da família morava em outros estados. A maioria eram lembrancinhas, mas lembro que o Brian me deu um brinquedo em forma de cobra que guardei por muitos anos. Minha mãe insistiu que eu lesse todos os cartões e agradecesse a cada pessoa, por que uns anos antes, no natal, destruí o papel de presente das caixas e a possibilidade de saber quem tinha mandado o quê ou que quantidade de dinheiro. Separamos os que vieram pelos correios e os que foram trazidos no dia, pros meus amigos não precisarem me ver abrindo coisas de gente que eles nem conheciam. A maioria dos cartões dos meus amigos vinha com um pouco de dinheiro, e dos familiares com bastante dinheiro.
Um dos envelopes não estava endereçado a mim, mas, por estar na pilha, acabei abrindo. O cartão tinha uma estampa de flores bem genérica na frente e parecia ter sido recebido por alguém que agora o repassava pra mim. Na verdade, até gostei da ideia por que, pra mim, cartões sempre foram algo meio bobo. Tomei cuidado pro dinheiro que achei que estivesse dentro não cair, mas a única coisa lá era a mensagem que já vem impressa no próprio cartão.

“Eu te amo.”

Quem quer que tenha me dado o cartão não escreveu nada nele, mas circulou a mensagem algumas vezes com uma caneta.
Ri um pouco e falei:

-Nossa, mãe, brigado por esse cartão tão legal.

Ela me encarou confusa e analisou o cartão. Me disse que não era dela e o passava de mão em mão entre meus amigos, procurando quem tivesse armado a brincadeira. Ninguém se manifestou, então ela disse:

-Não se preocupa, amorzinho, agora você sabe que duas pessoas te amam.

Ela prosseguiu o momento com um longo e doloroso beijo na minha testa, que transformou a graça que todos acharam em histeria pura. Todos riam muito, podia ter sido qualquer um deles, mas o Mike parecia rir mais. Pra participar da brincadeira e não ser só o alvo dela, disse a ele que só por que tinha me dado o cartão não significava que ia dar um beijinho nele também. Rimos mais e, ao olhar pro Josh, vi que finalmente sorria.

-Acho que esse foi o melhor presente, mas tem mais alguns ainda pra abrir.

Minha mãe me deu outro embrulho. Ainda sentia um resto de riso enquanto rasgava o papel de presente. Quando vi o que era, não precisei segurar o riso mais. Meu sorriso se desfez enquanto olhava pras minhas mãos.
Era um par de walkie-talkies.

-Vai, mostra pra todo mundo!

Mostrei, e todos pareceram aprovar, mas quando prestei atenção no Josh vi que estava pálido. Nos encaramos por um momento, até ele se virar e seguir de volta pra cozinha. Vi enquanto discava um número no telefone fixo. Minha mãe disse que sabia que, desde a vez que quebramos os walkie talkies antigos, não nos falávamos mais como antes. Pensou que iríamos gostar do presente. Me senti extremamente grato pela consideração dela, mas logo fui atingido pelas lembranças de um dia que eu tentava realmente esquecer.
Todo mundo estava atacando o bolo quando perguntei ao Josh pra quem ele havia ligado. Disse que não se sentia bem e pedira ao pai pra buscá-lo. Compreendi porque queria ir embora e respondi que gostaria que nos víssemos mais. Estendi um dos walkie talkie pra ele, mas ele ergueu as mãos, negando. Derrotado, disse:

-Tudo bem então, valeu por ter vindo. Espero poder te ver antes do meu próximo aniversário.

-Desculpa... Eu vou tentar ligar mais vezes. Juro. – respondeu.

A conversa morreu na porta da minha casa, enquanto esperávamos o pai dele. Olhei pro seu rosto. Parecia sentir remorso genuíno por não tentar ligar mais vezes. De repente, abriu um largo sorriso, dizendo que sabia o que me dar de presente – ia demorar, mas eu iria adorar. Falei que não precisava, nem fazia tanta questão, mas ele insistiu. Pareceu muito mais feliz e pediu desculpas por ter sido um estraga prazeres durante a tarde. Disse que andava cansado – não dormia direito. Perguntei o porquê disso, mas o pai dele já estava buzinando na calçada. Ele foi embora mas, no meio do caminho, enquanto acenava, respondeu à minha pergunta:

-Acho que to sonâmbulo.

Foi a última vez que vi meu amigo. Uns meses depois, ele desapareceu. Nas últimas semanas, minha relação com a minha mãe tem ficado meio tensa por causa de tantas perguntas que faço sobre minha infância. Normalmente, a gente nunca sabe o limite de alguma coisa até que ela quebre. Depois dessa última conversa com a minha mãe, imagino que vamos passar o resto da vida tentando refazer nossa relação. Ela se esforçou tanto pra me manter seguro, física e psicologicamente, que as paredes que ergueu pra isso acabaram mexendo com a cabeça dela. Enquanto a verdade jorrava nessa conversa, conseguia ouvir uma tremulação em sua voz que, acho, deixava bem clara o quanto a sua vida tinha sido destruída. Não acredito que conseguiremos conversar direito de novo algum dia e, ainda que haja muito que eu não saiba, já entendo bastante.
Depois do desaparecimento do Josh, os pais dele fizeram de tudo pra encontrá-lo. Desde o primeiro dia, a polícia sugeriu que contatassem todos os pais de seus amigos pra ver se alguém sabia seu paradeiro. Fizeram isso, mas, claro, ninguém tinha ideia de onde ele teria ido. A polícia não conseguiu nenhuma pista além de uma mulher desesperada que ligava toda hora implorando que comparassem o caso com um outro de perseguição que fora aberto seis anos antes.
Se a cabeça da mãe do Josh já não estava boa quando ele sumiu, ela pirou de vez com a morte da Verônica. Ela podia ter visto muita gente morrendo no hospital, mas nada é suficiente pra aplacar o choque de perder um filho. Visitava a filha todo dia quando ela estava num hospital diferente de onde ela trabalhava: uma vez antes do expediente e uma depois. No dia da morte dela, sua mãe tinha saído tarde do trabalho e, ao chegar lá, Verônica já tinha ido embora. Isso foi a gota d’água e, nos dias que seguiram, ela ficou mais e mais instável. Saía por aí gritando pelos filhos, chamando eles pra casa. O marido dela foi procurá-la algumas vezes num bairro aleatório no meio da madrugada – seminua e gritando, desesperada, pelos dois.
Por causa disso, o pai do Josh não pôde mais trabalhar fora e começou a procurar empregos em obras, que pagavam menos mas permitiam que ficasse perto de casa. Quando começaram a obra no meu antigo bairro, uns três meses depois que Verônica morreu, o pai dela se inscreveu em toda oferta de emprego que apareceu e conseguiu alguns bicos. Tinha formação suficiente pra chefiar a obra, mas trabalhava como pedreiro, zelador e o que mais aparecesse. Até mesmo mesmo serviços menores em casas, como cortar a grama e consertar portões – qualquer coisa pra poder ficar perto da esposa. Começaram então a cuidar da área perto do lago pra transformar o lugar num espaço habitável. O pai do Josh ficou com a tarefa de nivelar o terreno recém desmatado, o que garantia pelo menos algumas semanas de sustento. No terceiro dia, achou um lugar que não podia ser nivelado. Mesmo passando o maquinário, o ponto continuava mais baixo que o resto. Frustrado, desceu do trator pra estudar a área. Ele se sentiu tentado a simplesmente pôr mais terra no buraco, mas sabia que seria uma solução temporária. Trabalhou em obras tempo o suficiente pra saber que só enfraqueceria a fundação das casas, e que raízes podres de árvores grandes decompunham e formavam terra mole. Pesou as opções que tinha e decidiu fazer um buraco com uma pá pra resolver um problema que talvez não exigiria trazer uma outra máquina. Enquanto minha mãe descrevia a cena, sabia que já tinha estado lá, antes do solo ser remexido e depois.
Senti um aperto no peito.
Ele cavou um buraco de uns 30 centímetros até a pá bater em algo. Socou a terra com a pá algumas vezes, esperando moer uma possível raiz podre e desfazer o emaranhado de raízes quando a pá ficou presa. Confuso, alargou o buraco. Depois de uma meia hora de escavação, se viu parado em cima de uma caixa coberta por um lençol marrom, de mais ou menos dois metros por cinquenta centímetros. Nossa cabeça costuma se esforçar pra evitar o pior – se acreditamos o suficiente, ela irá rejeitar terminantemente toda a evidência possível pra manter intacta nossa fé no mundo.
Até aquele momento, apesar de todo o resto indicar o contrário – apesar de alguma parte e sufocada do homem entender que essa crença só servia pra mantê-lo vivo – ele acreditava, sabia, que o filho estava vivo.
O telefone tocou às seis da noite. Minha mãe sabia quem era, mas não entendia a mensagem. Mas o que ela entendeu fez com que saísse correndo na hora.

-AQUI EMBAIXO, AGORA, MEU FILHO, POR FAVOR... MEU DEUS...

Quando ela chegou lá, encontrou o pai do Josh sentado imóvel virado de costas pro buraco. Segura a pá tão firme que ela podia quebrar a qualquer momento, e encarava o céu com olhos tão frios como os de um tubarão. Não respondia a nada do que ela dizia e só reagiu quando ela tentou tirar a pá de suas mãos.
Ele abaixou os olhos lentamente e disse que não entendia. Repetiu a frase como se fossem as únicas palavras das quais lembrava. Minha mãe ainda ouviu-as sendo murmuradas várias vezes enquanto ela se aproximava do buraco.
Ela me disse que devia ter se preparado antes de encarar o buraco. Respondi que sabia o que vinha a seguir e que não precisava falar mais nada. Olhei pra ela e seu olhar era de tanta agonia que meu estômago se remexeu. Percebi que ela sabia disso por mais de dez anos e esperava jamais ter que me contar. Como resultado, jamais conseguiria achar palavras pra descrever o que viu naquela noite e, sentado a sua frente, eu era confrontado pela mesma dificuldade de articulação.
Josh estava morto. Seu rosto estava fundo, carregando uma expressão de tristeza e falta de esperança. O cheiro agressivo de podridão subia da cripta e mamãe teve de cobrir o nariz e a boca pra não vomitar. Sua pele estava ressecada, quase reptiliana, e havia um rastro de sangue seco que saíra de seu rosto e manchara a madeira ao redor. Seus olhos semi-abertos encaravam o vazio. Ela disse que não aparentava estar morto há muito tempo e consequentemente o tempo ainda não fizera o favor de apagar a dor e o terror em suas feições. Disse que o corpo parecia encará-la, a boca aberta num último grito pela ajuda que nunca chegou. O resto, no entanto, não estava visível.
Tinha alguém por cima.
Era grande e estava deitado por cima dele. Minha mãe disse que demorou pra poder interpretar o que seus olhos viam e o que a posição dos corpos significava.
Ele estivera agarrando Josh.
As pernas dos dois estavam frígidas, congeladas pela morte, mas entrelaçadas como se fossem raízes que crescem umas sobre as outras. Um braço passado por debaixo do pescoço do Josh pra que seus corpos ficassem mais próximos.
O sol surgia por detrás das árvores e fez com que alguma coisa presa na camisa do Josh reluzisse. Minha mãe se ajoelhou e cobriu o nariz com sua camisa pra sobreviver ao cheiro. Quando viu o que tinha captado a luz do sol, suas pernas fraquejaram e ela quase caiu no buraco.
Ela uma foto. Minha. Quando criança.
Ela se jogou pra trás, ofegante e trêmula, e bateu no pai do Josh, que ainda estava sentado, longe de tudo. Ela compreendeu por que ele havia ligado pra nossa casa, mas ainda não achava forças pra contar o que escondeu de todos por tantos anos. Se apoiou nas costas dele e ele falou.

-Não posso contar pra ela... pra minha mulher... nosso caçula... – Ele cortou as próprias palavras, pressionando o rosto nas mãos sujas. – Ela não aguenta...
Um tempo depois, ele levantou e caminhou trêmulo em direção à cova. Com um último soluço, entrou no caixão. Era um homem grande, mas não tão grande quanto aquele que deitava junto a seu filho. Pegou as costas de sua camisa e puxou com força – tentaria atirar aquele cara pra fora da cova com um só puxão. Mas o tecido arrebentou e o corpo caiu de novo.
-FILHO DA PUTA!

Pegou-o pelos ombros e empurrou o corpo pra longe do filho. Depois, olhou para aquele homem e tomou impulso.

-Não... Deus, não.... por favor... MEU DEUS, NÃO.

Depositou toda a força num movimento trêmulo. Puxou e levantou o cadáver e atirou-o pelo chão fora da cova. Ele e minha mãe escutaram o barulho de vidro rolando na mata. Era uma garrafa.
Ele entregou-a pra minha mãe.

Era éter.

-Ah, Josh… - Chorava – Meu filho, meu bebê. Por que tanto sangue? O que foi que ele fez contigo?
Assim que minha mãe encarou o homem, que agora deitava virado pra cima, percebeu que aquela era a pessoa que assombrou nossas vidas por mais de uma década. Imaginara-o tantas vezes, sempre amedrontador e maligno, e os gritos de dor do pai de Josh só confirmaram suas suspeitas. Vendo seu rosto, no entanto, pensou que não era a face que imaginara. Era só um homem.
Sua expressão, congelada, parecia até serena. Os cantos dos lábios estavam levemente virados. Sorrindo. Não o sorriso que se espera de um maníaco num filme de terror; nem de um demônio. Era um sorriso de satisfação. De alegria.
De amor.
Ao correr os olhos pelo resto do corpo, viu uma ferida enorme em seu pescoço, de onde a pele tinha sido arrancada. Sentiu alívio ao ver que o sangue não era do Josh. Talvez ele tivesse sofrido menos. Mas esse alívio durou pouco. Ela cobriu a boca com uma das mãos e sussurrou, com medo de lembrar ao mundo a verdade.
-Estavam... vivos...
Josh deve ter mordido o pescoço dele pra tentar se livrar. Apesar do cara ter morrido, Josh não conseguiria sair. Comecei a chorar, pensando em quanto tempo ele aguentou até morrer finalmente.
Procurou nos bolsos do homem algum tipo de identidade, mas só achou um pedaço de papel. Nele, havia um desenho de um adulto de mãos dadas a uma criança e, do lado do garotinho, iniciais.
Minhas iniciais.
Minha esperança é de que ela não lembre essa parte da história direito, mas jamais saberei. Minha mãe escondeu o pedaço de papel em seu bolso quando viu o pai de Josh arrastando o filho pra fora da tumba. Ele murmurava que o cabelo do filho tinha sido tingido. Ela reparou nisso também – estava castanho. Suas roupas também estavam estranhas, pequenas demais pra ele. Depois de deitar o filho no chão, o pai começou a apertar os bolsos do filho, procurando alguma pista. Ouviu um barulho. Com cuidado, tirou uma folha dobrada de um dos bolsos. Deu pra minha mãe, mas ela não sabia o que era. Perguntei o que tinha no papel.
Ela me disse que era um mapa. Meu coração se despedaçou. Ele estivera terminando nosso mapa – meu presente de aniversário. Me vi desejando do fundo do coração que ele não tivesse sido raptado enquanto tentava completar o desenho – como se isso importasse agora.
Ela ouviu o pai de Josh gemer e viu-o empurrando o corpo do homem pra dentro da terra de novo. Ao caminhar de volta ao trator que o levara até lá, pôs a mão num tubo de gasolina e parou, de costas pra minha mãe.
-Vai embora.
-Me perdoa...
-Não foi culpa sua. Foi minha.
-Não pensa assim, não teve na...
-Mais ou menos um mês atrás, um cara chegou pra mim enquanto eu limpava um terreno de obra. Me perguntou se eu precisava de um dinheiro a mais. Como minha mulher não trabalha mais, aceitei. Uns moleques tinham cavado buracos no terreno dele e me ofereceu cem dólares pra consertar. Disse que iria tirar umas fotos pra seguradora primeiro, pra eu passar lá depois das cinco no dia seguinte.
Pensei que ele era um otário por que sabia que alguém iria vir limpar o terreno de qualquer jeito pras obras, mas precisava mesmo de dinheiro e concordei. Ele nem parecia ter cem dólares, mas pôs a grana na minha mão, e eu fiz. Fiquei tão exausto que nem pensei no que estava cobrindo... Não até agora. Tirei o mesmo cara de cima do meu filho. – Ele interrompeu minha mãe, sem esboçar nenhuma emoção
Ele apontou pra cova e começou a perder o controle.
-Me deu cem dólares pra enterrar ele com meu filho...
Externar aquelas palavras forçava-o a aceitar o que aconteceu. Caiu de joelhos no chão, chorando. Minha mãe não pôde pensar em mais nada pra dizer e ficou lá, em silêncio, por o que pareceu uma vida toda. Finalmente, tomou coragem e perguntou o que faria com o corpo do filho.
-Ele não vai ficar aqui, com esse monstro...
Ao ir embora e entrar no carro, ela viu uma fumaça subindo ao céu, preto no âmbar da manhã. Rezou, contra todas as expectativas, pra que os pais de Josh ficassem bem.
Saí da casa da minha mãe sem dizer mais nada. Falei que a amava e que iríamos nos falar logo, mas não sei o que logo significa pra nós. Entrei no carro e parti.
Entendo agora por que esses eventos na minha infância pararam há alguns anos. Adulto, vejo as conexões que não foram vistas por uma criança que lembra da infância como um feixe de imagens ao invés de uma sequência. Pensei no Josh. Amava-o. Ainda amo. Sinto ainda mais saudade agora que sei que jamais nos veremos. Pensei em seus pais. Em tudo que perderam e na velocidade que perderam. Não sabem da minha relação com tudo o que aconteceu, mas jamais terei coragem de olhá-los nos olhos. Pensei na Verônica. Só conheci-a na adolescência, mas naquele pouco tempo acho que realmente a amei também. Pensei em minha mãe. Tinha tentado com todas as forças me proteger. Era alguém mais forte do que eu jamais serei. Tento não pensar naquele cara e no que ele fez ao Josh por mais de dois anos.
Na maior parte do tempo penso no Josh. Às vezes desejo que ele nunca tivesse sentado na minha frente no Jardim de Infância. Que eu nunca tivesse conhecido um amigo de verdade. Às vezes gosto de pensar que ele foi pra um lugar melhor, mas é só um sonho. Sei que o mundo é um lugar cruel e que as pessoas só pioram. Não haveria justiça pro meu amigo, nenhuma chance de luta, nem vingança. Já passou pra quase todo mundo, mas eu ainda lembrarei.
Sinto sua falta, Josh. Sinto muito por ter me escolhido e sempre lembrarei com carinho da nossa amizade.
Fomos exploradores.
Vivemos aventuras.
Éramos amigos.

terça-feira, 1 de julho de 2014

PENPAL - Parte 5 - Telas

Creepysterror


Continuação da creepypasta Penpal, leia antes Penpal parte 4

Tenho escondido, de propósito, alguns detalhes de muitas das minhas histórias. Deixei que minhas esperanças influenciassem minha visão de como as coisas são. Não acho que tenha motivo pra fazer isso mais.

No fim do verão entre o jardim de infância e a primeira série, tive uma infecção estomacal. Ela tem todos os sintomas de uma gripe comum; mas, com a infecção, você vomita num balde e não no vaso sanitário por que você também está sentado nele – a doença é expurgada pelas duas saídas. Isso durou uns dez dias, mas, um pouco antes de me curar, consegui extender meu mal estar até os olhos, em forma de conjuntivite. Minhas pálpebras estavam tão coladas juntas pelo pus gerado durante a noite que, no primeiro da nova infecção, achei que tivesse ficado cego. Quando comecei a primeira série, tinha um torcicolo de dez dias na cama e olhos vermelhos-sangue e inchados. Josh estava em outra turma e não pegava o almoço comigo, e, numa cantina lotada por duzentas crianças, tinha uma mesa só pra mim.

Comecei a levar comida extra na mochila pra lanchar no banheiro depois do almoço, uma vez que minha comida mesmo costumava ser confiscada pelas crianças mais velhas, que sabiam que não eu bateria de frente por que ninguém ficaria ao meu lado. Essa dinâmica seguiu até mesmo depois de meu estado de saúde melhorar, já que ninguém é amigo da criança que sofre bullying, a não ser que queiram um pouco de agressão também. O único motivo pra que parassem foi por causa das atitudes de um garoto chamado Alex.

Alex estava na terceira série e era maior que a maioria das crianças de qualquer série. A partir da terceira semana de aula, ele começou a sentar comigo no almoço, o que pôs um fim imediato à minha falta de comida. Ele era bem legal, mas parecia meio lerdo; nunca conversávamos muito até eu decidir, finalmente, perguntar por que estava sentando comigo.

Ele era caidinho pela irmã do Josh, a Veronica.

Verônica era da quarta série e, provavelmente, a garota mais bonita na escola. Mesmo tendo seis anos e absorvido a ideia de que meninas eram nojentas, sabia o quão bonita Veronica era. Quando estava na terceira série, Josh me contou, dois meninos chegaram a brigar, fisicamente, depois de discutirem o significado das mensagens que ela escrevera nos seus anuários. Um dos meninos acabou acertando o outro com o anuário, na testa, e o machucado precisou de pontos pra fechar. Mesmo não sendo um deles, Alex queria que ela gostasse dele e confessou que sabia que Josh e eu éramos melhores amigos; concluí que ele esperava que eu fosse falar de sua ação filantrópica pra Veronica e ela ficaria tão tocada por tal altruísmo que começaria a se interessar por ele. Se eu falasse, ele sentaria comigo pelo tempo que eu precisasse dele ali.




Por ter acontecido durante a época em que o Josh costumava ficar na minha casa construindo jangadas e navegando comigo, nunca tive a chance de trazer o assunto à tona para Veronica por que, simplesmente, não a via. Falei pro Josh sobre e ele fez piada do Alex, mas disse que contaria pra irmã já que eu pedi. Duvidei que fosse contar mesmo. Josh se incomodava muito com o fato de as pessoas ficarem tão em cima de sua irmã. Lembro que ele a chamava de urubu feio. Nunca disse nada pra Josh, mas lembro de querer falar que, mesmo àquela época, ela era bonita, e um dia, seria linda.

Eu estava certo.

Aos quinze anos, ia assistir filmes num lugar que meus amigos e eu acabamos chamando de pé-sujo. Deve ter sido bonito em algum momento, mas o tempo e a negligência tinham acabado com o lugar. O cinema tinha mesas e cadeiras desmontáveis no nível do chão, e, quando estava cheio, havia poucos lugares de onde se pudesse ver a tela toda. O cinema ainda estava funcionando por, acho, três motivos: 1) Era barato assistir filmes lá; 2) Exibiam filmes cult duas vezes por mês à meia noite; e 3) vendiam cerveja pra gente menor de idade durante as sessões da meia noite. Eu ia por causa dos dois primeiros e, naquela noite, Scanners, de David Cronenberg, estava em cartaz por um dólar.

Eu e meus amigos sentamos bem no fundo. Quis sentar mais perto pra ver melhor, mas Ryan que tinha nos dado carona então acatei. Uns minutos antes do filme começar, um grupo e meninas entrou. Todas eram bem bonitas, mas qualquer beleza que pudessem ter era ofuscada pela garota de cabelo loiro escuro, mesmo vendo só um pedaço de seu rosto. Quando ela andou pra ajeitar a cadeira, tive uma visão completa de seu rosto que me fez sentir frio na barriga – era Veronica.

Não a via há muito tempo. Josh e eu víamos cada vez menos um ao outro desde que nos esgueiramos pra minha casa antiga uma noite, quando tínhamos dez anos, e, mesmo na época que eu o visitava, ela costumava estar fora, com os amigos. Enquanto todo mundo encarava a tela, eu encarava Veronica – e só desviava o olhar quando a sensação de parecer um tarado me fazia desviar os olhos, mas essa sensação rapidamente esvaía e meus olhos voltavam a ela. Ela era realmente linda, como pensei que seria quando éramos crianças. Quando os créditos começaram a rolar, meus amigos se levantaram pra ir embora. Havia apenas uma saída e ninguém queria ficar preso, esperando a multidão ir embora. Me agarrei à esperança de chamar a atenção da Veronica. Quando ela e as amigas passaram por perto, me aproveitei.

-Ei, Veronica.

Ela virou em minha direção, parecendo um pouco surpresa.

-Eu?

Levantei da cadeira e me posicionei na luz que vinha pela porta aberta.

-Sou eu. Um amigo do Josh de muito tempo atrás. Como... Como você tá?

-Meu deus! OI! Faz tanto tempo – Ela gesticulou para as amigas, avisando que sairia já já.

-É, uns anos pelo menos! Desde a última vez que vi o Josh. E aí, como ele anda?

-Ah sim, eu lembro das brincadeiras de vocês. Ainda brinca de Tartarugas Ninjas com os amigos?

Ela riu e eu corei.

-Não. Não sou mais criança... Eu e meus amigos brincamos de X-man agora. – Torci pra que ela risse. Ela riu.

-Haha! Que fofo! Você vem sempre pra esses filmes?

Ainda estava absorvendo o que ela disse.

Ela realmente me acha fofo? Será que minha piada foi boa? Será que ela me acha bonito?

De repente, percebi que ela fez uma pergunta. Minha mente cuspiu a resposta.

-VENHO – Respondi, alto demais. – Enfim, eu tento vir... E você?

-Venho vez ou outra. Meu namorado não gostava desses filmes, mas como terminamos, quero vir mais vezes.

Ela riu de novo.

Tentei me recuperar.

-Então, você vem semana que vem? Vão exibir Dia dos Mortos. É bem maneiro.

-É, vou vir sim.

Sorriu, e quando me preparei pra perguntar se podíamos sentar juntos, ela atravessou rapidamente o espaço entre a gente e me abraçou.

-Foi mesmo bom te ver – Disse, os braços a minha volta.

Tentei pensar no que dizer quando percebi que o problema era que eu havia esquecido como falar. Por sorte, Ryan, que escutei se aproximando, chegou perto e falou por mim.

-Cara, você sabe que o filme acabou né? Porra, vambora daq... AH SIM.

Veronica me soltou e disse que me via da próxima vez. Ela saiu da sala embalada pela música de filme pornô que Ryan cantarolava. Fiquei furioso, mas esqueci dele assim que a ouvi rindo no lobby.

Day of the Dead demorou a chegar. A família do Ryan ia sair da cidade e ele não poderia nos levar de carro. Meus outros amigos não dirigiam. Uns dias antes do filme, perguntei pra minha mãe se ela podia me levar. Ela respondeu que não quase imediatamente, mas insisti tanto que deixei transparecer o desespero da minha voz. Perguntou então por que eu queria tanto ir já que tinha visto o filme e hesitei antes de falar que ia encontrar uma garota. Ela sorriu e perguntou, brincando, se conhecia quem era e, relutantemente, falei que era Veronica. O sorriso sumiu de seu rosto e ela disse, friamente, não.

Decidi ligar pra Veronica pra ver se ela poderia me dar carona. Não tinha ideia se ela ainda morava em casa, mas valia a tentativa. Foi aí que percebi que Josh poderia atender. Não falava com ele fazia quase três anos e, se ele atendesse, eu obviamente não conseguiria perguntar pela irmã. Me senti mal de ligar pra falar com a Veronica e não com ele, mas deixei pra lá na hora; Josh também não ligava fazia anos. Peguei o telefone e disquei o número que ainda estava gravado nos meus dedos de tanto que costumava discá-lo anos antes.

Tocou algumas vezes antes de atenderem. Não era Josh. Senti uma mistura de alívio e decepção – eu realmente sentia falta de Josh. Iria ligar depois do final de semana pra falar com ele já que era essa minha única chance de ver se Veronica podia ou não me dar carona.

A pessoa que atendeu, no entanto, me disse que era engano.

Confirmei o número com a mulher. Ela disse que deviam ter mudado de número e concordei. Pedi desculpas pelo incômodo e desliguei. Fiquei triste no mesmo instante por que, agora, não poderia falar com Josh nem se quisesse; me senti terrível por não querer que ele atendesse. Ele tinha sido meu melhor amigo. Percebi que o único jeito de voltar a falar com ele seria através de Veronica e, agora, não que precisasse de um antes, mas tinha motivo para vê-la.

Disse pra minha mãe, no dia antes do filme, que não queria mais ir, mas esperava que ela pudesse me deixar na casa do meu amigo Chris. Ela cedeu e me deixou lá sábado, horas antes da sessão. Minha ideia era caminhar da casa dele até o cinema já que a distância era de mais ou menos um quilômetro só. A família de Chris costumava ir à igreja domingo e dormiam cedo no sábado. Chris não se importou de eu ir embora por que queria espaço pra falar com uma garota que conheceu na internet. Ele disse que o caminho de volta, pra mim, seria muito solitário depois que ela risse quando eu fosse beijá-la. Respondi pra tomar cuidado com os choques quando fosse tentar trepar com o computador àquela noite.

Saí da casa dele às 11:15.

Tentei correr pra chegar lá um pouco antes do filme começar. Iria sozinho e não queria ficar lá só esperando. No caminho, imaginei que se a Veronica realmente fosse, seria muita sorte chegarmos ao mesmo tempo. Refleti se deveria entrar ou esperá-la. As duas opções tinham pontos contra e a favor. Enquanto debatia internamente, percebi que os feixes de farol de carro que passavam ao meu lado na estrada eram agora só um único e constante farol atrás de mim, que se recusava a seguir em frente. A estrada não tinha postes de luz. Eu caminhava na terra, a centímetros do pavimento. Fui pro lado e olhei por sobre o ombro pra ver o que vinha atrás de mim.

Um carro parou a uns metros de distância.

Tudo que conseguia ver eram as luzes excruciantemente brilhantes que cortavam através da paisagem antes escura. Pensei que pudesse ser o pai do Chris – talvez eles tivessem levantado pra nos ver e eu não estava lá. Não demoraria muito pra arrancar a verdade do Chris. Passou por mim e vi que não era o carro dos pais do Chris ou de qualquer outro conhecido. Tentei ver o motorista, mas estava escuro demais e minhas pupilas tinham sido afetadas pela luz forte de antes. Elas se ajustaram depois o suficiente pra captar uma rachadura tremenda no vidro traseiro do carro, que agora se afastava.

Não pensei muito no acontecido; algumas pessoas acham divertido dar sustos. Eu mesmo costumava me esconder pelos cantos pra pegar minha mãe de surpresa.

Acertei a hora de sair de casa e cheguei lá dez minutos antes do filme. Decidi esperar do lado de fora até umas 11:57, já que ainda teria tempo de procurá-la do lado de dentro caso ela já tivesse entrado. Assim que comecei a pensar que levaria um bolo, ela chegou.

Estava sozinha e estava linda.

Acenei e caminhei pra perto. Ela sorriu e perguntou se meus amigos já tinham entrado. Disse que eles não vieram e percebi que ia parecer que eu tinha forçado um encontro. Ela, no entanto, não se incomodou, nem quando entreguei um ingresso que havia comprado. Ela me encarou, confusa, e respondi:

-Não liga, sou rico.

Ela riu e seguimos pra dentro. Comprei pipoca e duas bebidas. Passei o resto do filme pensando se deveria tentar pegar pipoca no saco ao mesmo tempo que ela pra deixar nossas mãos se tocarem. Ela pareceu gostar do filme e, quando me dei conta, a sessão acabou. Não ficamos nem na sala nem no lobby por que era a última sessão, aí fomos pro lado de fora.

O estacionamento do cinema era grande por que se ligava a um shopping que não funcionava mais. Sem querer que a noite acabasse, continuei a falar enquanto andávamos em direção ao shopping velho. Assim que viramos a esquina e o cinema saiu de nossas vistas, vi que o carro dela não era o único parado.

O outro tinha uma rachadura enorme no vidro traseiro.

O estranhamento que sentira antes dissolveu-se em alívio.

Faz sentido. O motorista daquele carro trabalha aqui e deve ter imaginado que eu seguia pro cinema.

Tentar assustar fãs de filme de terror é uma coisa bem óbvia.

Circulamos o shopping, conversando sobre o filme. Falei que Dia dos Mortos era bem melhor que Madrugada dos Mortos, mas ela discordou. Contei também de quando tentei ligar pro número antigo da casa dela e do meu dilema quanto a quem atenderia. Ela não achou tanta graça quanto eu, mas pegou meu celular e gravou o número atual. Comentou que talvez fosse o pior celular que vira na vida. Não ajudei muito falando que não podia nem mesmo ver fotos nele. Liguei de volta pra que ela registrasse o meu número no dela.

Ela me disse que estava se formando, mas que não se dera realmente bem durante o ensino médio e não tinha certeza se iria pra faculdade. Respondi que devia pôr uma foto junto ao formulário de inscrição e que iriam pagá-la pra estudar só pra poder admirá-la. Ela não riu de primeira e pensei que talvez pudesse ter ofendido – deve ter achado que duvidei de sua inteligência. Me virei em sua direção, nervoso. Estava sorrindo e, mesmo com tão pouca luz, pude ver que corava. Quis pegar sua mão, mas não peguei.

Enquanto seguíamos pra parte do shopping que se conectava ao cinema, perguntei do Josh. Ela respondeu que não queria falar sobre. Perguntei se ele pelo menos estava bem e a resposta foi um não sei. Imaginei que Josh se perdera pelos rumos da vida em algum ponto e se meteu em problemas. Me senti mal. Me senti culpado.

Ao chegarmos no estacionamento, vi que o carro do vidro rachado tinha ido embora e o dela era o único lá. Ela perguntou se podia me levar em casa e, apesar de não precisar realmente, respondi que adoraria a carona. Tinha tomado uma lata de refrigerante inteira durante o filme e a caminhada tinha pressionado minha bexiga. Sabia que dava pra segurar até a casa do Chris, mas decidi que iria beijá-la antes de sair do carro e não quis que essa necessidade fisiológica me obrigasse a entrar correndo. Ia ser meu primeiro beijo.

Não consegui pensar numa desculpa. O cinema estava fechado há tempos e só vi uma saída. Disse que iria me esconder pra mijar mas voltaria em duas balançadas. Obviamente, achei a melhor piada do mundo e ela pareceu se divertir mais com esse fato do que com a piada em si.

No meio do caminho, parei e me virei. Perguntei se o Josh alguma vez falou de um moleque chamado Alex, que tinha feito uma coisa legal por mim. Ela parou pra pensar por um momento e disse que sim, ele falou uma vez. Perguntou o motivo da minha curiosidade. Respondi que não era nada.

Josh realmente tinha sido um bom amigo.

Já longe, percebi que havia uma cerca que seguia pelas paredes de fora do teatro. De onde estava, ela ainda podia me ver e, como a cerca seguia eternamente, pensei em pular, me esconder e voltar o mais rápido possível. Subi a cerca e caminhei até estar fora de vista e urinei.

Por um momento, o único ruído era o som de grilos, dos pés na grama e do xixi no chão. Mas esses barulhos foram abafados por outro que ainda hoje escuto quando está tudo quieto e não há nenhum outro ruído pra distrair meus ouvidos.

À distância, ouvi um ruído fraco que cresceu até parecer que um trovão caíra ali perto. Percebi o que era na hora. Era um carro.

O barulho do motor aumentou. E aí percebi.

Não tá mais alto, tá mais perto.

Saí correndo, mas antes que pudesse chegar, ouvi um grito breve e o rugido de motor colidindo com algo. Corri, mas depois de alguns passos, tropecei num pedaço de pavimento solto e me esborrachei no concreto – minha cabeça bateu na quina de uma cadeira quando caí. Fiquei tonto por coisa de meio minuto, mas o barulho do motor me tirou do transe e a adrenalina me deu forças. Corri com o dobro de esforço. Pensava que quem tivesse batido o carro poderia machucar Veronica. Enquanto seguia pela cerca vi que só havia um carro no estacionamento.

Não vi nenhum sinal de batida. Talvez tivesse interpretado mal o barulho. Quando circulei o carro da Veronica, no entanto, concluí o que o outro carro acertou. Minhas pernas amoleceram.

O alvo era Veronica.

O carro estava entre a gente e, só quando finalmente me aproximei o suficiente, pude vê-la.

Seu corpo estava retorcido e amassado como uma perfeita imagem de todas as posições que o ser humano não consegue fazer. Pude ver o osso da tíbia rasgando pela calça jeans. Seu braço esquerdo pendia tão quebrado ao redor do pescoço a ponto da mão tocar o seio direito. Sua cabeça marcara a lataria e a boca pendia aberta, apontando pra cima. Havia tanto sangue. Por um momento, não consegui distinguir se ela estava de bruços ou de costas no chão e tal ilusão me enjoou na hora. Quando se é confrontado por uma coisa que não deveria nunca acontecer, sua cabeça tenta se convencer de que é um sonho e dá aquela sensação de que tudo acontece em câmera lenta. Naquele momento, pensei que iria acordar a qualquer momento.

Mas não acordei.

Minhas mãos tremiam quando peguei o celular, mas estava fora de sinal. Vi o telefone da Veronica pendurado pra fora do que imaginei que era o bolso da frente. Não tive escolha. Nervoso, alcancei o telefone e, quando o tirei, ela se mexeu e tossiu, respirando com tanta força que parecia precisar de todo o ar do mundo.

Isso me assustou tanto que caí de costas no asfalto, com seu telefone em minhas mãos. Ela tentou sentar numa posição mais natural, mas a cada movimento, podia ouvir o ruído de seus ossos quebrados. Sem pensar, encostei o rosto no dela e disse:

-Veronica, fica quieta. Não se mexe, ok? Fica quieta. Não se mexe. Veronica, por favor, não se mexe.

Repeti, mas as palavras saíam fracas, dando lugar às lágrimas. Abri o flip do telefone.

Ainda estava funcionando. Ainda estava na tela com o meu número.

Senti meu coração quebrando. Liguei pro 911 e esperei, a seu lado, falando que tudo ia terminar bem e me sentindo cada vez pior por mentir.

Quando as sirenes chegaram, ela pareceu acordar. Estivera consciente o tempo todo, mas a luz voltou aos seus olhos naquela hora. Sua mente a protegia da dor desse jeito. Parecia que só agora pôde ver que havia algo de terrivelmente errado em seu próprio corpo. Olhou em minha direção e seus lábios se moveram. Falou com dificuldade, mas ouvi.

-M...minha foto. Ele tirou… foto….

Não entendi o que significava e tudo que pude responder foi:

-Me perdoa, Veronica...

Fui com ela na ambulância, onde finalmente perdeu a consciência por completo. Esperei no quarto que reservaram pra ela. Ainda segurava seu telefone. Pus junto de suas coisas. Liguei pra minha mãe do próprio hospital. Ela me xingou e disse que já já estaria lá. Respondi que não sairia enquanto a cirurgia da Veronica não terminasse. Ela disse que viria de qualquer jeito.

Minha mãe e eu não falamos muito quando ela chegou. Só disse a ela que sentia muito por mentir e ela respondeu que conversaríamos mais tarde. Acho que, se tivéssemos aberto o jogo na sala – se eu contasse do Boxes ou da noite da jangada, se ela contasse o que sabia –, as coisas talvez poderiam ter se resolvido. No entanto, apenas ficamos em silêncio. Ela falou que me amava e que eu poderia ligar sempre que precisasse.

Quando minha mãe se preparava pra ir, os pais da Veronica entraram. O pai dela e minha mãe conversaram um pouco, bem sérios, enquanto a mãe da Veronica falava com a atendente do hospital. A mãe da Veronica era enfermeira, mas não nesse hospital. Tenho certeza de que tentou transferir a filha, mas o estado de saúde dela impossibilitou o processo. Enquanto esperávamos, a polícia veio e conversou com cada um e nós. Contei o que aconteceu, eles anotaram algumas coisas e foram embora.

Quando saiu da cirurgia, noventa por cento de seu corpo era gesso. O braço direito estava livre, mas o resto parecia um casulo. Ainda estava apagada, e me lembrei do meu gesso no jardim de infância. Pedi à enfermeira uma canetinha, mas não sabia o que escrever. Dormi em uma cadeira e fui pra casa no dia seguinte.

Ia lá todas as tardes por um tempo. Em algum momento, tinham posto outro paciente em seu quarto e armaram uma cortina ao redor das camas pra dividir o espaço. Veronica não parecia nem um pouco melhor, mas estava lúcida às vezes. Mesmo nessas horas de lucidez, não conversávamos. O queixo dela fora esmagado pelo carro e os médicos imobilizaram-no completamente. Beijei sua testa e ela sussurrou através dos dentes.

-Josh...

Fiquei surpreso, olhei pra ela e perguntei:

-Ele ainda não veio te ver?

-Não...

Fiquei irritado.

Não importa se ele tá metido em confusão, ele tem que vir ver a irmã.

Quando abri a boca pra falar, ela disse:

-Josh... Fugiu. Devia ter falado…

O sangue congelou nas minhas veias.

-Quando?! Quando isso aconteceu?!

-Quando... tinha treze anos…

-Ele… deixou algum bilhete, ou qualquer coisa?

-No travesseiro...

Ela começou a chorar e eu também. Pensando bem, agora, acho que choramos por razões diferentes, mesmo que eu não percebesse a dela. Àquela altura, havia muita coisa que eu não lembrava bem da minha infância e muitas conexões que não tinha percebido ainda. Falei que precisava ir embora e que ela podia me mandar mensagens quando quisesse pelo celular.

Recebi uma mensagem sms no dia seguinte, me falando pra não voltar. Perguntei porquê e ela respondeu que não queria ser vista daquele jeito. Assenti, mesmo sem querer. Falávamos por mensagem todos os dias, às escondidas, por que sabia que mamãe não gostava que eu falasse com ela. Suas mensagens eram bem curtas em resposta aos textos longos que eu mandava. Tentei ligar uma vez, e tive certeza que ela não ia atender, mas quis muito ouvir sua voz. Ela atendeu, no entanto. Não disse nada, mas pude ouvir a dificuldade de sua respiração pesada. Uma semana depois da última visita, ela me mandou uma mensagem curta e simples:

Te amo.

Me vi tão confuso e respondi também, bem direto:

Também te amo.

Ela disse que queria estar comigo e que não podia esperar pra me ver de novo. Disse que tinha levado alta e estava de repouso em casa. Essas mensagens seguiram por algumas semanas, mas sempre que perguntava quando poderia ir vê-la, ela respondia que “logo”. Insisti e, na semana seguinte, ela disse que talvez conseguisse ir ao cinema pra outra sessão da meia noite. Não acreditei, mas ela disse que tentaria. Na tarde antes da sessão, recebi uma mensagem dizendo:

Te vejo à noite.

Pedi pro Ryan me levar lá já que os pais do Chris descobriram sobre o ocorrido e eu não era mais bem vindo à casa deles. Expliquei tudo pro Ryan, disse que gostava muito dela e pedi que nos desse privacidade. Ele concordou e fomos.

Veronica não apareceu.

Tinha guardado lugar pra ela, bem do lado da porta pra que ela entrasse e saísse sem dificuldade. Mas em dez minutos de filme, um cara sentou lá. Sussurrei: -Dá licença, tem gente aí. – Mas ele não disse nada. Só continuou encarando a tela. Lembrei que tive vontade de ir pra outro lugar por que ele respirava de maneira muito estranha e barulhenta e só deixei pra lá por que me toquei de que Veronica não viria.

Mandei outra mensagem do dia seguinte, perguntando se ela estava bem e por que não aparecera na sessão. Ela respondeu, na última mensagem que receberia dela. Dizia apenas que: Te verei outra vez. Logo.

Ela estava delirando, me preocupei. Mandei várias respostas lembrando da sessão e dizendo que não tinha problema nenhum, mas não obtive nada de volta. Não podia ir até sua casa por que não sabia onde morava. Meu humor ficou péssimo e mamãe, que andava bem boazinha ultimamente, perguntou se eu estava bem. Disse que não tinha notícias de Veronica há dias e senti o ambiente gelar na hora.

-Como assim?

-Ela marcou de me encontrar no cinema ontem. Eu sei que só tem, tipo, umas três semanas desde o acidente, mas ela disse que ia tentar ir. Mas, depois, ela só parou de me responder. Ela deve me odiar.

Minha mãe parecia confusa e percebi que ela se perguntava se eu estava tendo um colapso nervoso. Quando viu que não, que eu estava calmo, seus olhos se encheram de lágrimas e ela me puxou pra um abraço forte. Começara a chorar e achei uma reação bem exagerada pra levar um bolo de uma menina. Também achava que ela não ligava muito pra Veronica.

-A Veronica tá morta, meu amor. Meu deus, achei que você soubesse. Ela morreu naquela tarde que você foi lá. Ah, meu filho, ela morreu faz semanas.

Ela não estava chorando por causa da Veronica. Me soltei de seus braços e andei pra trás. Minha mente estava de cabeça pra baixo. Não era possível. Mandei mensagem pra ela ontem mesmo. Só conseguia pensar em uma pergunta, a mais óbvia de todas.

-Então por que o telefone ainda estava ligado?

Minha mãe continuava chorando. Não respondeu. Explodi.

-POR QUE DEMOROU TANTO TEMPO PRA DESLIGAREM A PORCARIA DO TELEFONE?

-Por causa das fotos… - Ela respondeu através das lágrimas.

Um tempo depois, vim a descobrir que os pais dela pensaram que o celular da filha simplesmente fora perdido no acidente, apesar de eu ter posto o aparelho no meio das coisas dela no hospital. Quando devolveram a bolsa pra família, o telefone não estava lá. Tentaram ligar pra companhia de telefone no fim do mês pra desativar a linha e receberam um telefonema informando de uma conta enorme, em centenas de dólares, por conta de fotos enviadas pelo aparelho. Fotos. Fotos enviadas pro meu número. Fotos que nunca recebi por causa do celular velho. A família soube que elas foram enviadas na noite em que ela morreu. Desativaram a linha na hora.

Tentei não pensar no conteúdo dessas fotos. Mas lembro de imaginar que, por algum motivo, eu devia estar nelas. Minha boca ficou seca e senti uma dolorosa pontada de desespero ao pensar na última mensagem recebida.

Te verei outra vez. Logo.


continua na parte 6...

Russian Sleep Experiment (Experiência "sono" da Rússia) (100% ZOADA)


É importante que você saiba o que aconteceu porque fofoca é assim...

Pesquisadores Russos tinha que ser, no final dos anos 40, deixaram cinco pessoas acordadas por quinze dias sonho de todo o adolescente, usando um gás metano experimental como estimulante.
Eles foram mantidos em um ambiente selado, Com seu oxigênio monitorado, para que o gás não os matasse vai que alguém peida, já que possuía altos níveis de toxina concentrada maconha.
Para observá-los, havia um buraco na parede circuito interno de câmeras com microfones de cinco polegadas (aproximadamente 12 cm) e janelas menores que janelas de vigia dentro do ambiente ainda acho que um buraco na parede seria melhor.
A câmara estava cheia de livros e berços para dormir porque era tudo bebe, mas sem lençóis pra não cagarem na cama, água corrente e banheiro logico que eles cagavam né gente; também havia comida seca para todos os cinco que duraria um mês não se eu estivesse lá.

As cobaias do teste eram prisioneiros políticos declarados inimigos do Estado durante a Segunda Guerra Mundial se ferraram.

Tudo estava bem nos primeiros 5 dias, as cobaias dificilmente reclamavam reclama do que? fama e comida? , já que haviam sido avisados (falsamente)mentirosos duma figa de que seriam libertados se participassem do teste e não dormissem por 30 dias. Suas conversas e atividades eram monitoradas big brother brasil, e foi notado que conversavam constantemente sobre incidentes traumáticos no passado ummmmmmmmmmm, e o tom geral da conversa tomou um tom sombrio a partir do 4º dia seria kid outra vez?.

Depois de cinco dias, as cobaias começaram a reclamar das circunstâncias e eventos que os trouxeram à atual situação e começaram a demonstrar paranóia severa5 dias no bbb.
Elas pararam de falar um com os outros e começaram a sussurar alternadamente nos microfones e a bater nas vigias voltaram a ser macacos.
Estranhamente eles pensavam que poderiam conseguir a confiança dos cientistas ao se tornarem seus colegas, e tentavam conquistá-los ummmmmmm dinovo? sei não em..
No começo, os pesquisadores suspeitaram que se tratava de algum efeito do gás...maconha

Depois de nove dias, o primeiro deles começou a gritar gutural. Ele corria por toda a extensão da câmara gritando a plenos pulmões por 3 horas seguidas eiita porra. Ele continuou a gritar, mas só conseguia produzir alguns grunhidos e gemidos mais tarde. Os pesquisadores acreditaram que ele conseguira fisícamente romper suas cordas vocais. O mais surpreendente desse comportamento foi como os outros reagiram a isso... ou não reagiram tudo emo.
Eles continuaram a sussurrar nos microfones até que o segundo prisioneiro começou a gritar e cantar ilari lari e da xuxa. Os que não gritavam pegaram os livros disponíveis e algumas revistar porno, arrancando página atrás de página pra limpar a bunda mais tarde e começaram a colá-las sobre o vidro das vigias usando as próprias fezes poxa nem preciso. Os gritos
logo pararam silencio no bbb.

Mais 3 dias se passaram. Os pesquisadores checavam os microfones de hora em hora para ter certeza de que funcionavam, já que pensavam ser impossível que 5 pessoas não poderiam estar produzindo som algum dependendo do que estivessem fazendo. O consumo de oxigênio indicava que as 5 pessoas ainda estavam vivas. Na verdade, acontecera um aumento no oxigênio alguém peido, indicando um nível que 5 pessoas teriam consumido após exercícios pesados suruba. Na manhã do 14º dia, os pesquisadores usaram um interfone dentro da câmara, esperando alguma reação dos prisioneiros, que não estavam dando sinais de vida, e os cientistas acreditavam que estavam mortos ou vegetando ou fumando maconha.

Eles disseram: “Estamos abrindo a câmara para testar os microfones, fiquem longe da porta e deitem no chão ou atiraremos. A colaboração dará a um de vocês liberdade imediata mentirosos da porra.”

Para a surpresa de todos, alguém respondeu calmamente em uma única frase: “Não queremos mais sair o sexo anal tá maravilhoso.”

Discussões começaram a surgir entre os pesquisadores e as forças militares que criaram a pesquisa. Não conseguindo mais resposta alguma através do interfone, foi finalmente decidido abrir a porta à meia-noite do 15º dia.

O gás estimulante foi retirado da câmara e substituído por ar fresco tiraram a maconha dos dorgado, imediatamente vozes vindas dos microfones começaram a reclamar coloca a maconha de novo sinão cagaremos em vocês.
Três vozes diferentes imploravam pela volta do gás, como se pedissem para que poupassem a vida de alguém que amassem. A câmara foi aberta e soldados entraram para retirar as cobaias. Elas começaram a gritar mais alto do que nunca, e o mesmo fizeram os soldados quando viram o que tinha dentro coco por toda a parte. Quatro das cinco cobaias estavam vivas, embora ninguém pudesse descrever o estado deles como “vivos” porque estavam dançando triller.

As rações a partir do dia 5 não haviam sido tocadas. Havia pedaços de carne vindas do peito e das pernas e algumas coxinhas tapando o ralo no centro da câmara, bloqueando-o e deixando 4 polegadas (10cm) de água acumulando no chão é que não tinha piscina nesse BBB.
Nunca determinou-se o quanto dessa água era na verdade sangue ou porra dos faps.
Os quatro “sobreviventes” do teste também tinham grandes porções de músculo e pele extraídos de seus corpos. A destruição da carne e ossos expostos na ponta de seus dedos muita  masturbação indicava que as feridas foram feitas à mão falei, e não por dentes como se pensava inicialmente só no penes. Um exame mais delicado na posição das feridas indicou que alguns, senão todos, ferimentos foram auto-induzidos.

Os órgãos abdominais abaixo da costela das quatro cobaias havia sido removido. Enquanto o coração, pulmões e diafrágma estavam no lugar e eles ainda estavam vivos né, a pele e a maioria dos órgãos ligados à costela haviam sido removidos, expondo os pulmões através delas. Todos os vasos sanguíneos e órgãos remanescentes permaneceram intactos enclusive o penis, eles só haviam sido retirados e colocados no chão menos o penis, rodeando os corpos eviscerados, mas ainda vivos das cobaias.
Podia-se ver o trato digestivo dos quatro trabalhando, digerindo comida e testicolos. Logo ficou aparente que o que estava sendo digerido era a própria carne que eles haviam arrancado e comido durante os dias.

A maioria dos soldados ali presentes eram das operações especiais russas e do B.O.P.E, mas muitos se recusaram a voltar à câmara e remover as cobaias. Elas continuaram a gritar para ganhar pika serem deixadas ali e também pediam para que o gás voltassem, pelo menos elas dormiriam.

Para a surpresa de todos, as cobaias ainda lutaram durante o processo de serem removidas da câmara. Um dos soldados russos morreu ao ter sua gargante cortada com oque?, e outro foi gravemente ferido ao ter seus testículos arrancados ummmm esse chupa cocó e uma artéria da sua perna atingida pelos dentes de uma das cobaias resumindo caíram de boca no soldado. Outros cinco soldados perderam suas vidas, se você contar os que se mataram semanas depois do incidente.

Durante a luta briga de jedi, um dos quatro sobreviventes teve seu braço rompido, e ele começou a perder muito sangue serio pensei que fosse sair porpurina quase que imediatamente. Os pesquisadores médicos tentaram sedá-lo mas foi impossível pelos efeitos da maconha. Ele havia sido injetado com mais de dez vezes a dose normal de morfina para humanos e ainda lutava como um animal veado, quebrando as costelas e o braço de um médico. Houve um ponto em que seu coração bateu fortemente por dois minutos, após ele ter sangrado tanto ao ponto de ter mais ar em seu sistema vascular do que sangue. Mesmo depois do coração ter parado, ele ainda continuava a gritar e a lutar por 3 minutos, gritando a palavra “MAIS”GIROBA!! sem parar até ficar fraco e finalmente calar-se.

O terceiro sobrevivente estava muito contido e foi levado para um consultório, os outros dois com as cordas vocais intactas continuavam a implorar pelo gás para serem mantidos acordados mais que porra e gás é esse?...

O mais ferido dos três foi levado para a única sala cirúrgica que ali havia. Durante o processo de preparar a cobaia para receber seus órgãos de volta, foi descoberto que ela era totalmente imune ao sedativo que estavam dando a ele de tão chapado que estava. O homem lutou furiosamente contra as amarras que o prendiam à cama quando trouxeram gás anestésico para sedá-lo. Ele conseguiu rasgar mais de 4 polegadas (10cm) de couro das amarras de um dos pulsos não acreditem nisso crianças, mesmo com um soldado de 90kg segurando o mesmo pulso essa é a força que você adquire com a punheta. Levou mais do que o necessário de anastésico para sedá-lo deram viagra pro rapaz, e na mesma hora em que suas pálpebras se fecharam, seu coração parou. Na autópsia foi reveleado que seu sangue possuía o triplo do normal de oxigênio. Os músculos que estavam presos aos seus ossos estavam destruídos, e ele havia quebrado 9 ossos na luta para não ser sedado. A maioria eram pela força que seus próprios músculos haviam exercido agora imagine esse ser se masturbando.

O segundo sobrevivente era o que primeiro que começara a gritar entre os cinco. Suas cordas vocais estavam destruídas, e ele não era capaz de gritar e implorar para não passar por cirurgia, e a única forma de reação que ele exibia era sacudir sua cabeça violentamente em desaprovação quando o gás anestésico foi trazido. Ele balançou sua cabeça positivamente quando alguém sugeriu, relutantemente, se os médicos aceitavam fazer a cirurgia sem a anestesia. O sobrevivente não reagiu durante as 6 horas de procedimentos para repor seus órgãos e tentar cobrí-los com o que restou de pele. O cirurgião de plantão repetia várias vezes que era medicamente possível o paciente estar vivo. Uma enfermeira aterrorizada que assistia à cirurgia constatou que vira a boca do paciente virar um sorriso toda vez que seus olhos se encontraram.
Quando a cirurgia acabou, o paciente olhou para o cirurgião e começou a grunhir alto, tentando falar enquanto lutava. Acreditando ser algo de extrema importância, o médico pegou uma caneta e papel para que o sobrevivente escrevesse sua mensagem, “Continue cortando.”


Os outros dois sobreviventes passaram pela mesma cirurgia, os dois sem anestésico. Mas ambos tiverem um paralisante injetado durante a operação, pois o cirurgião achou impossível continuar o procedimento enquanto os pacientes tiam histericamente. Uma vez paralisados, as cobaias só podiam acompanhar o procedimento com os olhos, mas logo o efeito do paralisante passou e em questão de segundos eles começaram a lutar contra suas amarras que horror gente. Quando perceberam que podiam falar novamente, começaram a pedir pelo gás estimulante viagra gasosa. Os pesquisadores tentaram perguntar por que eles haviam se ferido, por que haviam arrancado as próprias entranhas, e por que queriam tanto aquele gás.

Uma única resposta foi dada: “Eu preciso ficar acordado redtube de madruga funciona melhor.”Todas as três cobaias sobreviventes foram colocadas de volta na câmara voltaram do paredão, enquanto esperavam alguma resposta para o que seria feito com elas. Os pesquisadores, encarando a ira dos “benfeitores” militares, por terem falhado em seus objetivos, consideraram eutanásia aos pacientes. O comandante do processo, um ex-KGB kacete grande branco, viu algumas possibilidades, e quis que as cobaias fossem colocadas novamente sob o gás estimulante. Os pesquisadores se recusaram fortemente, mas não tiveram escolha.

Em preparação para serem seladas novamente na câmara, as cobaias foram conectadas a um monitor EEG (Eletroencefalograma, que mede as ondas cerebrais), e tiveram suas extremidades acolchoadas em troca do confinamento. Para a surpresa de todos, todos os três pararam de lutar assim que souberam que seriam colocados de volta ao gás. Era óbvio que até aquele ponto, os três estavam lutando para ficarem acordados. Um dos sobreviventes que podia falar estava cantarolando Zeca pagodinho alto e continuosamente; a cobaia calada estava tentando soltar suas pernas das amarras com toda a sua força; primeiro a esquerda, depois a direita, depois a esquerda novamente, como se quisesse se focar em algo.

A cobaia restante estava mantendo sua cabeça longe de seu travesseiro e piscando rapidamente. Como fora o primeiro a ser conectado ao EEG, a maioria dos pesquisadores estava monitorando suas ondas cerebrais.
Elas estavam normais na maioria das vezes, mas às vezes se tornavam uma linha reta, sem explicação . Era como se ele estivesse sofrendo mortes cerebrais constantes. Enquanto se focavam no papel que o monitor soltava, apenas uma enfermeira viu os olhos do paciente se fecharem assim que sua cabeça atingiu o travesseiro. Suas ondas cerebrais mudaram para aquelas de sono profundo e então tornaram-se uma linha reta pela última vez enquanto seu coração parava na mesma hora.
A única cobaia que podia falar começou a gritar. Suas ondas cerebrais mostravam as mesmas linhas retas que o paciente que acabara de morrer. O comandante deu a ordem para ser selado dentro da câmara com as duas cobaias e mais três pesquisadores.
Assim que entraram na câmara, um dos pesquisadores pegou sua arma e atirou entre os olhos do comandante, depois voltou para a cobaia muda e também atirou em sua cabeça.

Ele apontou sua arma para o paciente restante, ainda preso à cama enquanto os outros pesquisadores saíam da sala bando de cagão. “Eu não quero ficar preso aqui com essas coisas! Não com você!” ele gritou para o homem amarrado “O QUE É VOCÊ?” ele ordenou “Eu preciso saber!”

“Você se esqueceu?”de ontem a noite? O paciente perguntou “Nós somos você. Nós somos a loucura que vaga em todos vocês, implorando para sermos soltos toda vez dentro de sua mente animal. Nós somos aquilo de que vocês se escondem em suas camas toda noite isso pramin tem outro nome. Nós somos aquilo que vocês sedaram no silêncio e paralisam quando vocês atingem o paraíso noturno do qual não podem sair.”

O pesquisador ficou quieto. E então mirou no coração do paciente e atirou mmmmorrre diaboooo!.

O EEG tornou-se uma linha reta enquanto o paciente gaguejava “tão...perto...livre...ummmmm wilsonnnn”

Creepypasta original