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segunda-feira, 3 de abril de 2017

O Pacto

Creepysterror


Ana separou cuidadosamente os itens necessários para o ritual. O medo lhe invadia a cabeça, suas pernas tremiam como galhos ao vento. Sentia-se envergonhada de ser vista daquele jeito.

Ela sabia não ter volta, depois de invocado não poderia desistir. Entrou no carro e dirigiu-se ao cemitério. Estava deserto, exceto por um gato que a assustara pulando o muro branco que contrastava com o negrume da noite alta. Pulou o portal velho e enferrujado. Sobre os ombros a mochila contendo os ingredientes do ritual.

Dirigiu-se cuidadosamente ao centro da necrópole. O seu meio era composto pelas catacumbas mais velhas e acabadas, dando ao local um ar ainda mais bizarro e assustador. Depositou a mochila na terra solta de uma cova cavada a pouco. De dentro dela, retirou um tecido de seda negra tendo nele desenhado alguns símbolos desconhecidos. Retirou, ainda, uma tábua de barro com caracteres fenícios. Perguntou-se de onde teria vindo objeto tão raro.

O altar foi ornamentado com seis velas vermelhas, tendo em sua face norte uma vela negra de tamanho maior que as outras. Ana começou a recitar as palavras desconhecidas que decorara com dificuldade. Ao término, entornou sobre a tábua o sêmen que trazia num frasco, e num corte raso na palma da mão direita, pingou de sangue a tábua para finalizar o ritual.

Num transe momentâneo, um a voz lhe disse: “O mestre se encontra na cabeça do touro. O toque completa a abertura da passagem”. Ana se assustou com aquilo. No cemitério um silêncio sepulcral reinava, fazendo com que ela confirmasse a ideia de que aquela voz reverberante e alta estivera apenas em sua cabeça.

Retirou-se do local e dirigiu-se ao outro cemitério, para completar o ritual. Por um momento descontraiu-se em desgraçar quem tivera a ideia de instalar cemitérios em altos de morro. O aspecto do segundo cemitério não era muito melhor que o primeiro. Os muros de entrada eram cinzas e o portão, tão velho e enferrujado quanto o outro, rangia ao passar do vento. Ana questionou-se em seguir com aquilo, mas lembrou-se da advertência da velha na necessidade de prosseguir depois de começar.

Pulou o portão velho e enferrujado do cemitério e, agora com mais medo que antes, dirigiu-se ao centro. No centro, emitindo um grunhido de pavor e desespero, Ana viu cuidadosamente depositada o crânio apodrecido de um touro. Os chifres, enegrecidos mas com aspecto vivo em meio ao podre, eram enormes.

Tomou o crânio nas mãos, e segurando pelos chifres, beijou a testa do que outrora fora um enorme boi. A atmosfera mudara completamente. Ana já não se encontrava num cemitério, mas numa espécie de clareira de floresta. Ainda era noite alta, e as árvores e flores ao redor pareciam retiradas de um lixão e colocadas para enfeitar um jardim bizarro. O aspecto de morte lhe gelava a alma. Um homem alto, de ar cínico, trajando vestes longas e negras veio ao seu encontro.

O aspecto do homem, que apesar de trajar negro iluminara o ambiente morto com a sua presença, era de paz. Ana perdeu todo o medo que sentia. Na verdade sentiu-se tranquila. Uma tranquilidade que há muito não sentia. A beleza do homem lhe chamava atenção. Na verdade, aquele era o homem mais lindo que Ana já vira até então.

O homem trazia consigo uma tábua de barro, muito parecida com a que Ana utilizara no ritual. Entregou-a a ela e a escrita antiga, que nunca tinha antes visto, lhe era facilmente compreendida agora.  Ana leu todo o conteúdo e viu que aquilo se tratava de um contrato. As cláusulas lhe pareceram razoáveis. Sem que o homem lhe tivesse perguntado ou dito absolutamente nada, Ana acenou a cabeça e lhe disse que aceitava.
O homem pegou a tábua, virou-se e se foi, sumindo na escuridão.

O medo voltou a Ana, o frio gelou seus ossos, a água molhava suas roupas. Abriu os olhos e estava agora no cemitério. A realidade voltara a ela: havia feito um pacto com Lúcifer.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Wendigo - A criatura bizarra

Depois do lançamento do game Until Dawn em 2015, com o Wendigo como criatura central, muitas coisas em relação a ele começaram a vir a tona, muitas pessoas começaram a procurar mais sobre essas criaturas, muito se pensava que a origem da criatura fosse apenas o próprio game, mas a muito mais sobre essas criaturas do que o próprio jogo conta.

Wendigo, a verdade


Wendigo (também conhecido por Windigo, Wiindigoo, e outros numerosos nomes) é um espírito na mitologia de Anishinaabe. O Wendigo é uma criatura sobrenatural malevolente. É descrito geralmente como um gigante com um coração de gelo. Os comportamentos do Wendigo incluem o canibalismo, um rugido de pavor, e velocidade e força e tremas. Entretanto, tem também a habilidade de imitar vozes e de escalar árvores. Há também uma obscuridade em sua pele, a cor é altamente inflamável, de cor verde. Seu corpo é esquelético e deformado, com braços enormes e os dedos do pé faltantes, com unhas enormes. Os missionários datam a aparição do Wendigo no século XVII. Descrevem-no como um homem-lobo, um diabo, ou um canibal. O Wendigo foi presumido ter sido humano e ele ganhou os poderes especiais, transformando-se um Wendigo. As origens diferentes do Wendigo são descritas nas variações do mito. A única maneira destruir um Wendigo é derreter seu coração de gelo “queima-lo”. As experimentações reais do assassinato de Wendigo ocorreram em Canadá em torno do começo do século XX.

Outra Teoria que também dizem: "Em invernos rigorosos,algum humano passa fome e começa praticar o canibalismo.Diz a lenda que quem come carne humana durante muito tempo ganha poderes como super velocidade e força."

O mito do Wendigo surgiu aliado a práticas canibalistas, acreditando aquelas tribos que a) ou uma pessoa se transformava em Wendigo se consumisse carne humana ou b) fosse possuído em sonhos pelo espírito de um Wendigo e acordasse do sonho com uma vontade voraz de comer outros homens e efetivamente o fizesse.

A causa de transformação que se acreditava ser a maior era a de se recorrer ao canibalismo como salvamento de uma situação de fome extrema, sendo esta prática um tabu para as tribos em causa. Daí configurar-se a transformação em Wendigo quase como um castigo ou, numa acepção mais light, um aviso para quem tivesse a ideia brilhante de comer alguém...o que se justifica com a existência de longos e frios Invernos em algumas zonas do Norte da América, onde imperava a escassez de mantimentos transformando uma perna de índio guisada numa ideia agradável para alguns. Para mais dissuadir o pessoal de se comerem uns aos outros, mais rezava a lenda que, quando não havia carninha para comer, o Wendigo comia musgo e outro tipo de comida nojenta que aparecesse. Se se olhar bem para a figura do Wendigo, facilmente associámo-la a duros Invernos e falta de comida. A magreza, as cores, o próprio coração de gelo são bem representativos desse aspecto.

Uma versão da lenda conta que os Wendigos seguem as pessoas nas florestas, esperando que entrem em paranoia e cometam um erro, altura em que a criatura as apanha. Se eventualmente alguém consegue escapar, à noite terá pesadelos horríveis e começará a entrar em delírio febril, despindo-se e desatando a correr nu pela floresta e aí ser apanhado pelo bicho.

Como muitos mitos, a transposição para a realidade é muitas vezes possível, abarcando, neste caso, a forma de doença mental, chamada a "Psicose de Windigo", condição médica na qual a pessoa acredita piamente ser um Wendigo ("canibal" no dialeto Algonquiano), tendo desejos incontroláveis de consumir carne humana mesmo com comida "normal" disponível, sendo esta situação muitas vezes decorrente de uma experiência canibal prévia. Nas tribos indígenas norte-americanas, o surgimento desta situação muitas vezes resultava na tentativa de "curar" o indivíduo com as habituais "mézinhas" dos bruxos ou no pedido do paciente de que o executassem antes que fizesse mal a alguém (o que aconteceria eventualmente se as mesmas não resultassem...). Relatos da existência de casos de "Psicose Windigo" datam do fim do século XIX, princípio do século XX (o caso "Swift Runner" - um marido que comeu a mulher e os cinco filhos - e o caso "Jack Fiddler" - o shaman índio que acreditava que derrotava os Wendigos praticando eutanásia nos pacientes da Psicose (acabou por pôr termo à própria vida depois de ter sido preso por homicídio...). O caso mais recente é de 2008, onde a decapitação e canibalização de um passageiro de onibûs em Manitoba revela bastantes reminiscências do comportamento associado à Psicose Windigo.

Referências ao Wendigo podem ser encontradas em livros de Stephen King ("Pet Sematary"), Alan Moore ("League of Extraordinary Gentleman"), Michael Crichton ("The 13th Warrior"), em jogos de computador ("Diablo II", "Final Fantasy X", até há um Digimon chamado "Wendigomon" hehe), em filmes ("Wendigo" de Larry Fessenden - onde o Wendigo é representado como metade homem metade veado...não tem muita conexão com a lenda, é só mesmo o nome, isto para além do filme ser maaaau...) e até nos comics da Marvel (onde encontramos um bicho mais ou menos do tamanho do Incrível Hulk, com imenso pêlo...mais parece o King Kong.). Na televisão, podemos ver a criatura num episódio da série "The Invisible Man", bem como num da série "Supernatural", cujo título é mesmo "Wendigo" e a criatura apresenta, para além dos traços que já referimos, uma rapidez de movimentos tremenda e a capacidade de mimicar vozes humanas. A maneira de o matar é a que já sabemos, derretendo-lhe o coração, neste caso com um flare (daquelas pistolas que o pessoal usa pra disparar uma luz quando está perdido). Eficaz. Mas ao menos fisicamente é relativamente similar ao que conta a lenda.

Leia também:
Seed Eater - O devorador de sementes
The Rake - A criatura

terça-feira, 14 de março de 2017

Entidade no "IML de Cuiabá".

IML de Cuiabá


Está noite muitos usuarios do twitter e 4chan's da vida viraram a noite acordados, a causa meus caros amigos, sim, o clássico medo.
 Se tornou viral está noite um video amador, gravado por um segurança só com uma lanterna, um corredor com a porta de um hidrante batendo freneticamente com muita força, que supostamente seria no IML de Cuiabá, mas mais tarde foi confirmado que na verdade o local se tratava de um colegio em Araucária, Paraná, mesmo assim não deixa de ser bizarro, qual sua explicação para isto meu caro leitor?.

Confira o video abaixo:



sexta-feira, 10 de março de 2017

Stranger Things: Teorias

Creepysterror Stranger things


A maioria dos elementos apresentados na primeira temporada de Stranger Things foram muito bem encerrados ao fim da primeira temporada da série. Mas ainda assim vários deles ficaram em aberto com questões que podem ser respondidas na segunda temporada. Por conta desses pequenas duvidas, os fãs aproveitam para alimentar diferentes teorias, e interpretações.

Considerando a importância da personagem Onze para a enredo, é natural que ela volte a aparecer na próxima temporada da série, ainda que tenha tido um final que parece tê-la feito desaparecer de vez. Sendo assim, como Onze, poderia voltar para a historia?

Creepysterror Stranger things

Uma das maiores teorias que vaga pela internet sobre Stranger Things, é que Onze não está apenas lutando contra o monstro, mas na verdade ela seria o próprio monstro. Antes de escapar e conhecer os garotos protagonistas de Stranger Things, Onze passou anos dentro do laboratório da cidade de Hawkins.
Creepysterror Stranger things

Lá dentro, ela foi alvo de diferentes tipos de experimentos e manipulações que afetaram seu corpo, mente e habilidades extraordinárias, como poderes psíquicos e de telecinese. Com tantas capacidades incríveis, seria Onze capaz de criar o monstro a partir de seus medos e inseguranças gerados durante a estadia no laboratório, seria o monstro da priemeira temporada, Demogorgon um reflexo dela no mundo invertido?.

Creepysterror Stranger things

Na primeira vez em que Onze se depara com o monstro, ela não está no mundo real e nem no mundo invertido, podemos notar isso pelo simples fato de não haver radiação. Nesse momento, ela está num cenário completamente preto e escuro, que pode representar sua conciencia, enquanto está sendo mergulhada num tanque, contra sua vontade.

Creepysterror Stranger things

Ao invés de estar se transportando para um outro universo ou outra consciência, Onze poderia estar se focando em sua própria consciência durante o processo de concentração, o que indicaria que o monstro que ela encontra, na verdade faz parte dela mesmo e de seu pensamento, como esse experimento, que é o ultimo pelo qual Onze passa, fez seu medo ir ao extremo, pode ser nesse momento que o monstro do mundo invertido, que seria o pior das emoções de Onze é criado.

A ideia de confronto de situações está presente o tempo todo em Stranger Things. Logo no início da série, os garotos se deparam com o monstro Demogorgon durante uma partida de Dungeons & Dragons, que acaba a ser o nome pelo qual eles se referem ao verdadeiro monstro que aterroriza a cidade.

Segundo a mitologia do D&D, cada uma das duas cabeças do Demogorgon tem seu próprio nome e personalidade. As duas cabeças frequentemente batalham entre sim, uma pregando a ilusão e outra a destruição, assim como Onze e o monstro fazem.

Durante a série, em um certo momento o personagem Mike aparece com uma cópia da revista X-Men 134. Nela, Jean Grey, também psíquica, passa por uma transformação e aparece como as personagens Fênix e Fênix Negra, o que poderia ser mais uma pista da identidade dupla da garota em Stranger Things.

Como se não houvesse pistas o bastante ao longo dos episódios, a própria garota chega a falar para seus amigos, “Eu sou o monstro”. É claro que a fala é pra ser interpretada de maneira metafórica, mas poderia representar que Onze tem noção de sua dupla existencia?.

Como não sabemos o que realmente aconteceu com o monstro e com Onze ao fim da série, é possível especular que ele não pudesse ser destruído de forma natural, desaparecendo apenas com o sacrifício da própria garota. A sua atitude na cena demonstra que ela sabia que estava prestes a sumir de alguma forma, com a despedida. Um outro detalhe no momento que pode passar despercebido é a mão de Onze que parece uma exata reprodução da mão do monstro.

Creepysterror Stranger things

Outra teoria interessante, mas não tão plausivel é que a filha de Jim Hopper, que na série é citada como morta por câncer, na verdade passou pela mesma coisa que Will Byers, rapitada pelo monstro, não necessariamente pelo Demogorgon.

Na seria é visto que outras pessoas passaram pelas mesmas experiencias que Onze, ou seja, Houveram outras antes de Onze, é visto que no mundo invertido, há radiação, o que pode ter causado o cancer da menina. Jim diz para Joyce Byers(mãe de Will) que também ouvia sua filha depois dela ter partido, assim como Joyce ouvia Will no mundo invertido, ou seja a filha de Jim, poderia estar presa na outra dimenção de alguma forma. Quando o personagem Jim é apresentado a nós pela primeira vez, ele aparece tomando alguns remedios, isso pode explicar algo relacionado a memorias ou a próprios eventos estranhos com sua filha, quando Jim encontra o caso de Will, é quase como se ele ficasse obcecado, como se já tivesse passado por tal experiencia semelhante.

Creepysterror Stranger things


 Ao final da primeira temporada, Will que ficou preso na outra dimenção por muito tempo, vomita uma lesma, mas age normalmente sem espanto, será que realmente foi o verdadeiro Will que retornou? ou uma imagem sua da outra dimenção? já que tudo no mundo invertido é reflexo dessa dimenção(o mundo real) será que talvez também não tenha pessoas lá?.

Creepysterror Stranger things


Falando da segunda temporada, e analizando o trailer, podemos ver que Will tera uma participação maior nessa temporada, e há inclusive teorias que ele sera o portal para o mundo invertido dessa temporada, e analisando também, ao que sabemos o monstro que aparece no teaser, pode ser Thessalhydra, monstro de D&D que é citado no final da primeira temproada por Will; confira o trailer baixo:



leia também:
Harry Potter: Teoria da loucura

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Pré-existência

Bem, o que relatarei aconteceu com uma ex professora minha de faculdade, aliás, pessoa que tinha uma visão muito abrangente e clara dos fenômenos que abrangem a pluralidade das existências. Esta minha professora sempre teve muita dificuldade para engravidar, chegando a fazer tratamentos diversos, mas nunca conseguiu, Até certo dia…

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Nos lindos anos 90, ela descobriu-se grávida, fato confirmado em exame de sangue, logo nas 8 primeiras semanas gestacionais… A gestação trouxe muita alegria a ela e ao marido, mas trouxe junto um receio, um medo do tesouro tão esperado ser perdido devido às complicações naturais das gestações de maior risco.

Devido este medo, apenas seu esposo e sua mãe ficaram sabendo da gravidez, e se comprometeram a guardar segredo até que esta estivesse difícil de esconder, devido ao crescimento uterino; porém, às vezes a vida prega surpresa. Duas semanas após, ocorreu o tão terrível abortamento, que foi um duro golpe para sua família…

Após 18 meses, eles foram agraciados com uma nova gestação, que graças a Deus foi a termo, e originou uma menina linda, de nome Ana Júlia.

Um belo dia, no momento com 6 anos de idade, a Ana chega para minha professora, e disse:

– Mamãe, você teria tido outro filho antes de mim, né?

A minha professora ficou bastante surpresa, afinal combinara com todos para que o assunto fosse enterrado, tamanha fora sua dor e decepção, e não queria que sua pequena soubesse desse tipo de assunto tão cedo, e assim, tentando descobrir quem era o (a) linguarudo (a), pergunta:

– Quem te disse isso, Aninha?

E a pequena responde:

– Ninguém, mamãe… Não vim naquele momento porque eu não estava pronta.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O Velho

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Conta a lenda, que havia um velho muito triste que vagava pelas ruas de uma pequena cidade do norte dos Estados Unidos. O velho, que há muito andava sem saber, sempre com aquela incerteza que em certos momentos carregamos, de não saber o que vamos fazer.

Certa noite, o velho caminhava por uma rua escura que acabava em uma encruzilhada. Sem rumo, perdido em meio a noite negra que o rodeava, começou a escutar uma voz, de inicio distante e indistinguível mas que logo aumentou e dava a impressão de que estava se aproximando. Na penumbra, o velho viu a forma de uma mulher, que cantarolava suas palavras, saltitante vindo em direção ao velho, dizendo: “Qual é o seu terceiro desejo?”.

O velho, pasmo, se esforçava para enxergar a mulher. Continuou a andar, passando por ela, imaginando que não era nada com ele. Mas a mulher veio atrás, dançando e cantarolando as palavras em volta do velho: “Agora, seu terceiro desejo. O que vai ser?”

O homem irritado, parou! Tentado fixar sua visão na agitada mulher, indagou:

“Que maldição, o que você quer mulher?”

E ela novamente disse cantarolando:

“O seu terceiro desejo”

“Terceiro desejo?” O velho estava em confuso. “Como posso ter um terceiro desejo se eu não tive nem o primeiro nem o segundo?”

“Você já teve seus dois desejos,” cantarolou a mulher, “mas seu segundo desejo foi para que eu retornasse tudo como era antes de você fazer seu primeiro pedido. É por isso que você não se lembra de nada; porque tudo está do jeito que era antes de qualquer desejo.”

Ela continuou, atiçando o pobre homem. “Então, você tem um desejo sobrando. O que vai ser?”

“Tudo bem,” falou, “Eu não acredito nisso, mas não tem nada de mal em desejar. Eu desejo saber quem eu sou.”

“Engraçado,” disse a mulher enquanto completava o desejo e desaparecia. “Esse foi o seu primeiro desejo.”

Hoje o velho sabe quem é mas trocaria tudo que tem para não saber!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

kiseijuu: sei no kakuritsu



Sei no Kakuritsu é um anime de 24 episódios, que tem como protagonista Izumi Shinichi de 17 anos, estudante que mora com seus pais em uma vizinhança calma de Tóquio.

O enredo do anime, realmente começa quando em uma noite qualquer, alienígenas no formato de parasitas invadem a Terra, coma a intenção  de tomar controle do cérebro de hospedeiros humanos ao entrar por suas orelhas ou nariz, um desses parasitas tenta tomar o cérebro de Izumi enquanto ele dormia, mas acaba sendo pego e no fim consegue tomar posse apenas de sua mão direita.
Graças a isso, tanto Izumi quanto o parasita (que futuramente receberia o nome de Migi) permanecem cada qual com sua própria consciência, ao contrário do que ocorre com quem tem o cérebro invadido, que é totalmente controlado pelo parasita, que passa a viver entre os humanos.
Apesar do choque inicial, conforme os dias passam Izumi vai aos poucos criando certo grau de confiança e até mesmo amizade com Migi, ao mesmo tempo em que encontra outros parasitas contrários a essa relação e que tentarão matá-lo, nesse contesto digno de um filme de ficção cientifica, os dois terão que se ajudar, para sobreviverem mais um dia.

Sei no Kakuritsu busca o horror com uma critica social extremamente interessante, e nós trás uma filosofia sobre a humanidade, que nós faz questionar se o que nós julgamos certo, é realmente o correto, é um choque de existências muito conturbado, que trás um protagonista surpreendente, e diferente para os padrões de anime, vale a pena conferir esse show de horrores.


Abaixo um link caso você queira conferir o anime:
http://www.animesonlines